A indústria aérea enfrenta um impacto financeiro significativo em 2026, com um peso adicional de US$ 100 bilhões em combustível. O aumento está ligado à guerra no Irã e ao fechamento do Estreito de Hormuz, que interrompeu uma rota estratégica para o petróleo. A previsão é de que os custos continuem elevados mesmo com a possível queda de preços no fim do ano.
Segundo a Iata, os lucros líquidos da indústria devem cair pela metade em relação a 2025, passando de US$ 43 bilhões para US$ 23 bilhões. A margem média deve recuar de 4,2% para 2%, refletindo menor rentabilidade sob pressão de custos.
Fatores que elevam os custos
A agência aponta que aviões mais antigos e menos eficientes elevam o gasto com combustível em até US$ 11 bilhões em 2025. A média de idade mundial das frotas já supera 15 anos, em meio a um estoque de pedidos pendentes de 18 mil aeronaves.
A volatilidade do petróleo também pesa. O Brent atingiu picos próximos a US$ 120 o barril durante o conflito, antes de recuar para cerca de US$ 93. Como consequência, as companhias enfrentam maior custo de operação e taxas de leasing.
Desdobramentos para o setor
A Spirit Airlines, nos EUA, entrou em falência parcial em 2026, encerrando atividades, sinalizando vulnerabilidade de players com balanços ainda frágeis. Executivos de companhias aéreas destacam a necessidade de motores mais duráveis e de maior eficiência para reduzir custos.
Durante a reunião anual da Iata no Rio de Janeiro, dirigentes enfatizaram a demanda ainda resistente, apesar de reajustes de passagem para cobrir custos mais altos. A Iata espera que voar com aeronaves mais eficientes reduza parte do impacto no longo prazo.
Percepção dos passageiros e cenário atual
Dados da Iata indicam que 86% dos passageiros acreditam que tarifas devem acompanhar o preço do petróleo, e 49% pretendem gastar mais com viagens neste ano. O setor busca equilíbrio entre demanda estável e custos elevados de combustível.
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