O ataque israelense a Beirute, no Líbano, rompeu o acordo de cessar-fogo com o Hezbollah e elevou a tensão na região. Prédios no subúrbio de Beirute teriam sido atingidos sob a alegação de abrigar militantes do grupo xiita. A ofensiva ocorreu após ataques anteriores que já haviam pressionado o acordo.
Autoridades israelenses disseram que o alvo era controlar uma possível ameaça de ataque do Hezbollah. O envio de tropas e de armamentos para a área foi registrado pela comunidade internacional, que acompanha de perto o desdobramento do conflito na região.
O Irã, aliado do Hezbollah, prometeu retaliação e afirmou que bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio voltaram a ser alvos legítimos. A declaração foi feita por Mohammad Qalibaf, principal negociador iraniano nos contatos com Washington e presidente do Parlamento iraniano.
Ameaça iraniana e bases americanas
Qalibaf destacou em redes sociais que Washington não está comprometido com o cessar-fogo nem com o diálogo. Ele citou bloqueio naval e violação de acordos no Líbano como fatores que apontam para a linguagem do poder, segundo a visão oficial de Teerã.
Segundo dados divulgados, as bases dos EUA no Oriente Médio somam ao menos 19 estruturas em países como Emirados Árabes, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito. A referência também se estende a ativos israelenses na região, amplificando a apreensão de autoridades locais e internacionais.
A tensão entre EUA e Israel pela condução do conflito no Líbano persiste. Enquanto Washington e Jerusalém discutem os passos para um cessar-fogo, ataques e retaliações na região continuam a alimentar um cenário de instabilidade diplomática e militar.
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