O Exército de Israel realizou ataques aéreos nos subúrbios sul de Beirute, atingindo dois apartamentos em edifícios distintos. Dois mortos e 11 feridos foi o saldo inicial, segundo a agência estatal do Líbano.
O primeiro-ministro de Israel afirmou que houve ataque a um “quartel-general terrorista” na região, em resposta a disparos do Hezbollah contra território israelense. Oito foguetes teriam sido interceptados pela defesa aérea de Israel.
A operação elevou o nível de escalada desde o cessar-fogo estabelecido em meados de abril. Pessoas foram obrigadas a deixar a área, que ficou coberta de escombros após os bombardeios.
Contexto da crise e evacuações
Poucos dias antes, a proposta de cessar-fogo do governo libanês e de Israel foi rejeitada pelo Hezbollah. A pressão internacional tendera a manter a linha de não ampliação do conflito.
Antes dos ataques de domingo, Israel ordenou evacuação forçada de grande parte da cidade de Tyr, no sul do Líbano. O objetivo era reduzir riscos de ataques aéreos em áreas povoadas.
O Hezbollah assumiu responsabilidade pelos ataques com foguetes e artilharia contra forças israelenses na região de Nabatieh. A luta está concentrada ao redor de Zawtar al-Sharqiya, após a tomada de Beaufort Castle.
Andamento diplomático e perspectivas
As negociações diretas entre o governo do Líbano e Israel acontecem em Washington, buscando um acordo de cessar-fogo abrangente. O Hezbollah não participa das tratativas e exige retirada de tropas israelenses do território libanês.
O governo libanês e autoridades israelenses não divulgaram uma data para o fim dos ataques ou para a retomada das negociações. Não houve confirmação de participação de terceiros no acordo.
Autoridades de Washington acompanham o desenrolar dos fatos e avaliam impactos sobre o processo de paz na região, bem como a viabilidade de um acordo envolvendo diversos atores.
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