Os peruanos voltaram às urnas neste domingo para o segundo turno da eleição presidencial, após uma disputa marcada por instabilidade na última década. Keiko Fujimori, da direita, concorreu com Roberto Sánchez, de esquerda, que já serviu como ministro no governo do ex-presidente Pedro Castillo.
A votação envolve a filha do ex ditador Alberto Fujimori, candidata Keiko, e o ex-ministro Sánchez, cuja trajetória ganhou fôlego após superar a fase inicial decorrente de uma apuração conturbada de abril. O pleito ocorre em meio a um cenário de forte fragmentação partidária.
Segundo levantamentos, o empate técnico persiste entre os dois, com pequena vantagem para Fujimori, que liderou o primeiro turno. Analistas veem no resultado um possível reforço da guinada direita que se observa na região.
Cenário regional
A disputa no Peru aparece conectada a movimentos semelhantes na América Latina, com preferência por propostas de direita em países como Colômbia, Chile e Argentina, conforme as eleições recentes.
Na Colômbia, o candidato ultradireitista liderou o primeiro turno, enquanto o segundo turno ocorre entre direita e esquerda. Em outros países da região, há sinais de mudanças de comando que não se restringem ao Peru.
Desde 2016, o Peru viveu instabilidade política com renúncias e remoções parlamentares. No pleito atual, a fragmentação partidária ficou evidente, com 35 candidatos presentes no primeiro turno. Os resultados do segundo turno definirão o rumo do país nos próximos anos.
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