Um cidadão norte-coreano enfrentará julgamento na Tanzânia nesta semana após ser preso em abril com 500 presas de elefante. Un Hyok Ra foi detido em 19 de abril em um hotel em Dar es Salaam e responde a acusações de posse ilegal de marfim com intenção de comercializar.
A Tanzânia é signatária da CITES, que exige análise forense de apreensões de marfim superiores a 500 quilos para determinar origem. A prática visa aprimorar investigações além de traficantes de baixo escalão.
Polícia tanzaniana não respondeu a questionamentos sobre a origem do marfim ou sobre possíveis compradores mencionados pela defesa. Em audiência administrativa em 28 de maio, a promotora Florida Wancelaus informou que investigações continuam.
Chris Morris, fundador do SEEJ, estima que 504 presas pesariam cerca de 2.500 kg. Ele aponta que nem sempre há análise de DNA conforme a exigência da CITES, o que pode dificultar rastreamento de redes de tráfico.
Morris ressalta que autoridades locais costumam manter informações para auxiliar parceiros regionais, citando casos como a condenação de 2017 de Boniface Malyango, ligado a uma rede que operava entre Tanzânia, Quênia e outros países. A condenação foi anulada em 2020.
Em 2019, Yang Fenglan foi condenada a 15 anos de prisão por liderar um cartel de tráfico de mais de 800 presas. Conhecida como a Rainha do Marfim, a sentenca foi revista pelo Tribunal Superior em 2021. O caso destacou a presença de redes internacionais.
Rachel Mackenna, da EIA, aponta que o Global Environmental Crime Tracker registrou 50 apreensões de marfim na Tanzânia entre 2021 e 2025. Ela diz que prisões não equivalem a resultados de aplicação da lei sem investigações de seguimento.
A organização enfatiza que informações sobre o andamento de processos, recuperação de recursos criminais e penas são cruciais para avaliar o impacto das medidas contra o crime contra a vida selvagem. Joyce Bazira colaborou com a reportagem.
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