Em Malawi, autoridades informaram que 150 conterrâneos repatriados da África do Sul devem chegar ao país por via rodoviária nesta segunda-feira, em meio a preocupações crescentes com xenofobia. O retorno ocorre após violência na Província do Cabo Ocidental, com relatos de intimidação porta a porta e a morte de dois moçambicanos em Mossel Bay.
Malawianos estavam entre diversos estrangeiros que buscaram refúgio em acampamentos temporários em Mossel Bay, segundo comunicado de Lilongué. Outros países também promovem repatriação diante do aumento de tensões contra migrantes na África do Sul.
Contexto regional e ações de outros países
Gana, Nigéria e Zimbábue organizam esforços de repatriação. Nações vizinhas já conduzem voos ou deslocamentos para casa, conforme relatos de autoridades e veículos oficiais. O governo sul-africano respondeu com medidas para conter migração ilegal e pediu aos sul-africanos que não recorrentem à violência.
Zimbabwe: 74 cidadãos chegaram a casa no domingo, após ataques xenófobos em Mossel Bay, em operação organizada pelas autoridades do país.
Gana: no fim do mês passado, enviou quase 300 cidadãos em voo de Johanesburgo; mais cerca de 350 chegaram a Accra no fim de semana.
Nigéria: primeira evacuação de 270 pessoas foi adiada para quarta-feira por questões logísticas. O governo informou que mais de 500 nacionais já foram enviados para triagem e retorno.
Nigéria: o presidente Bola Tinubu autorizou cinco voos de evacuação no total, com ampliação do processamento de solicitantes. As autoridades continuam avaliando casos adicionais.
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