O anúncio inicial da ofensiva ocorreu em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel intensificaram ataques contra forças iranianas. O conflito não atingiu os principais objetivos prometidos por Donald Trump, e a ditadura em Teerã pode manter força ao longo do tempo.
Trump prometeu destruir o arsenal de mísseis e impedir a obtenção de arma nuclear, além de provocar mudança de regime. Até o momento, não houve vitória clara nem desfecho definitivo no front iraniano. O Irã enfrentaria danos econômicos e militares, mas sem derrota decisiva.
Segundo analistas, o Irã demonstrou capacidade para bloquear o Estreito de Ormuz, transportando cerca de 20% do petróleo global. Esse poder geopolítico complica o cenário regional e influencia negociações internacionais.
Ian Bremmer, presidente do Eurasia Group, disse que o Irã pode sair da guerra com posição mais forte, especialmente pela influência no estreito e pela percepção de recuo de cadeias de suprimento. A avaliação é de que o regime reforçou controle interno entre linha-dura.
Bremmer também aponta que a decisão de Trump de agir sem alianças europeias e árabes levou a isolamento diplomático. A condução da crise, sem cooperação internacional, gerou custos econômicos elevados para aliados e para o Irã.
Ainda segundo a análise, a retirada de tropas dos EUA seria apresentada como vitória, mas não há consenso sobre esse desfecho. O tom atual sugere desfecho inconclusivo, com possíveis retratos de retirada e continuidade do conflito.
O porta-voz de Trump, a posição da Casa Branca e decisões futuras ainda não foram detalhadas. Fontes ouvidas pela reportagem indicam que a guerra não trouxe ganho estratégico claro para Washington nem para Jerusalém.
Entre na conversa da comunidade