Denmark segue rumo a reformas profundas na agricultura para ampliar áreas naturais. O governo aboliu o Ministério da Alimentação, Agricultura e Pesca e criou o Ministério da Natureza e Bem-Estar Animal, sob Christian Rabjerg Madsen. A mudança integra produção e conservação.
A meta é transformar 15% das terras agrícolas em florestas e habitats naturais. O plano financiará a aquisição de terras e ações de restauração com 43 bilhões de coroas dinamarquesas. Também prevê o plantio de 1 bilhão de árvores em 20 anos.
O objetivo é reduzir emissões de gases de efeito estufa, melhorar a qualidade da água e ampliar a biodiversidade. Em 2024, o governo anunciou o acordo histórico que embasa a transformação estrutural do setor.
O que muda na prática
A Dinamarca aprovou, em conjunto com a União Europeia, apoio para retirada voluntária de áreas agrícolas e florestais da produção. Proprietários receberão compensações por interromper atividades produtivas, manter áreas sem aragem ou fertilizantes e eliminar drenagens em áreas úmidas.
A UE autorizou cobertura integral dos custos elegíveis, com exigência de que as áreas reflorestadas não retornem à produção. O plano também envolve gestão integrada entre agricultura, meio ambiente e bem-estar animal.
Perspectivas e impactos
Especialistas veem potencial modelo para outros países europeus. Contudo, há preocupação com riscos para produção de alimentos, empregos rurais e competitividade agroindustrial. Entidade representativa acompanha a implementação para evitar burocracia excessiva.
Em Aarhus, cerca de 300 hectares já passaram por regeneração natural. A abordagem prioriza a dispersão de sementes e a recuperação de ecossistemas, com remoção de drenagem para devolver água às áreas úmidas.
Entre na conversa da comunidade