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Rodrigo Paz descarta renúncia e promulga lei sobre estado de exceção na Bolívia

Bolívia sanciona lei que regula estado de exceção; militares podem atuar para conter protestos, enquanto governo afirma manter mandato até 2030

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, dirige-se à imprensa, em La Paz, após o Congresso ter aprovado uma lei que regulamenta o estado de exceção. 8 de junho de 2026
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O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, sancionou na segunda-feira (8) a lei que regula o estado de exceção no país, em meio à crise provocada por protestos que já duram mais de um mês. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no sábado, durante sessão extraordinária.

Pela nova legislação, o estado de sítio depende de iniciativa do Executivo para entrar em vigor. O governo pode decretar estado de emergência, e o Congresso tem até 72 horas para ratificar a medida.

Há mais de um mês, manifestações bloqueiam rodovias em várias regiões, gerando dificuldades de abastecimento principalmente em La Paz, a capital administrativa. O bloqueio agrava tensões entre governo e opositores.

Detalhes da lei e alcance

A promulgação abre caminho para atuação das Forças Armadas na contenção dos protestos, desde que respeitados os limites constitucionais e os direitos humanos. A medida pode impor restrições à circulação e à reunião.

Paz afirmou que não pretende renunciar e que seu mandato vai até 2030, citando uma oposição a grupos classificados como narcoterroristas e destacando o objetivo de restabelecer a ordem pública.

O ex-presidente Evo Morales criticou a promulgação e pediu atenção da comunidade internacional para resguardar o Estado de Direito e as liberdades no país. Morales publicou mensagens em redes sociais.

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