Ariel Cuadra, artista gráfico argentino, criou um álbum de figurinhas dedicado às Mães e Avós da Praça de Maio pouco antes da Copa do Mundo. A ideia visava promover encontros e lembrar as lutas por direitos humanos.
O projeto ganhou uma dimensão histórica quando Cuadra revelou ser sobrinho-neto de Roberto Castillo, detido e desaparecido em 1977 na região metropolitana de Buenos Aires. O relato familiar ganhou força após o lançamento.
A história ocorreu em meio à comoção pela Copa e aos 50 anos do golpe de 1976. O álbum, feito com 20 figurinhas, busca preservar memórias de mães, avós e de seus filhos desaparecidos.
Origens do álbum
Cuadra planejou o item para estimular debates e atividades pedagógicas sobre memória, verdade e justiça. Professores de várias regiões manifestaram entusiasmo com a proposta.
A ideia se apoiou no movimento das Mães da Praça de Maio, que usa o lenço branco como símbolo de luta. A iniciativa também envolve os Hijos, grupo de filhos e filhas de desaparecidos.
O álbum tem 16 figurinhas de pessoas ligadas às mães e avós, além de quatro imagens históricas das marchas. Nomes de parentes confirmam quem foi sequestrado ou permanece desaparecido.
Impacto e desdobramentos
O projeto recebeu apoio de educadores que pretendem usar o material para ensino de direitos humanos. A distribuição ocorre gratuitamente em formato PDF para impressão.
O lançamento já repercute internacionalmente, com referências a ações semelhantes em outros países durante copas. Em 2023, iniciativas de memória também foram associadas a eventos esportivos.
A presidente das Avós da Praça de Maio destacou o alcance do movimento e a continuidade das ações, mesmo diante da idade avançada de integrantes. A luta por justiça segue com o envolvimento de novas gerações.
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