O atentado à boate Pulse, em Orlando, na Flórida, completou dez anos nesta sexta-feira. Em 12 de junho de 2016, Omar Mateen entrou no local durante uma festa e efetuou vários disparos, levando a uma crise de reféns que terminou com a intervenção policial por volta das 5h. Ao todo, 49 pessoas morreram e 58 ficaram feridas.
De acordo com o FBI, o ataque começou como tiroteio e evoluiu para uma tomada de reféns dentro da casa noturna LGBTQIA+. Mateen fez três chamadas para o serviço de emergência 911, em que declarou lealdade ao Estado Islâmico e citou ataques anteriores, como a Maratona de Boston. O episódio foi considerado o mais letal contra a comunidade LGBTQIA+ na história dos EUA até então.
A investigação concluiu que o ato teve natureza terrorista. O ataque foi, na época, o pior episódio desse tipo desde os atentados de 11 de setembro de 2001, marcando profundamente a memória coletiva dos Estados Unidos e da comunidade LGBTQIA+.
Memorial
Quase uma década depois, o prédio original foi demolido. Em março de 2026, as obras de demolição começaram, mantendo vestígios de tiroteio em algumas áreas. A cidade de Orlando adquiriu a propriedade em 2023 por cerca de US$ 2 milhões.
O local receberá um memorial permanente avaliado em cerca de US$ 12 milhões, com inauguração prevista para 2027. O projeto visa preservar as vítimas e transformar o espaço em um espaço de memória e reflexão sobre o episódio.
Dez anos após o ataque, famílias, sobreviventes e membros da comunidade continuam promovendo cerimônias em memória das vítimas. A cidade de Orlando prepara a abertura do memorial definitivo no local da tragédia.
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