Robert De Niro voltou a criticar o ex-presidente Donald Trump durante um evento em Nova York nesse fim de semana, no filme-sessão Rise Up, Sing Out: A Concert for the First Amendment. O ator conduziu a plateia em um coro que pediu para o presidente ficar quieto diante de declarações e políticas associadas a Trump.
O ataque de De Niro foi centrado na defesa da liberdade de expressão, à qual afirmou ser próximo de um absolutismo. Em tom contundente, ele citou falas de Trump, pedindo silêncio aos presentes sempre que o pronunciamento do ex-presidente desagradava. A plateia respondeu com o mesmo chamamento, repetindo o pedido de quietude em apoio a crítica feita pelo ator.
Além disso, De Niro apontou para declarações recentes de Trump sobre a situação financeira dos americanos e sobre a inflação, repetindo o pedido de silêncio para cada um dos exemplos citados. O artista também questionou a legitimidade das alegações de vitória na eleição de 2020 e criticou políticas sociais, como o acesso à saúde, segundo o texto apresentado.
Durante o discurso, De Niro comparou o que ele chama de patriotismo atual a um comportamento de violência doméstica, afirmando que não pode apoiar ações que resultam em guerras, cortes de atendimento à saúde e repressão de dissidentes. Em seguida, acrescentou que não apoia o estilo de liderança de Trump nem de um Congresso que o acompanha, com críticas a políticas e condutas associadas ao governo de Trump.
O ator encerrou reforçando o desejo de retornar a uma visão de país que considere aceitável para ele, sem entrar em avaliações externas. O evento ocorreu poucos meses após o próprio Trump classificar De Niro de “demente” e acusá-lo de prejudicar o país, em comentários feitos a veículos de comunicação.
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