Starbucks Korea irá fechar todas as lojas por meia-jornada na próxima semana para promover treinamento de consciência histórica entre funcionários, após forte rejeição pública a uma campanha associada à repressão a manifestantes pró-democracia.
A rede, operada pela Shinsegae Group sob acordo de licenciamento, demitiu o CEO do país no dia da polêmica. O presidente do grupo, Chung Yong-jin, também participará da formação. O fechamento ocorre às 15h locais e durará três horas, com reabertura prevista para o dia seguinte.
Na segunda-feira, todos os funcionários receberão educação sobre memória histórica e sensibilidade social por meio de vídeos, ainda segundo a empresa. Este será o primeiro fechamento nacional antecipado desde a abertura da rede em 1999.
Repercussões e desdobramentos
A campanha “Tank Day” promovia copos reutilizáveis da linha Tank Series, descrita como de grande capacidade, e ocorreu entre 15 e 26 de maio. A marca pediu desculpas por possíveis transtornos causados aos clientes.
O presidente sul-coreano LEE Jae-myung afirmou nas redes sociais que houve conduta desumana e vergonhosa durante a crise, alimentando protestos em frente às lojas e queda nas vendas por boicote.
Contexto histórico relacionado
A polêmica envolve a segunda metade da década de 1980, quando a repressão militar resultou em assassinatos, estupros e violências durante o levante de Gwangju de 1980. O movimento levou à transição democrática iniciada em 1987.
O slogan utilizado na campanha, em coreano, remete a uma expressão associada a ações de choque no passado. A Shinsegae afirmou ter usado uma ferramenta de IA para gerar algumas sugestões de comunicação.
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