Fatmata Sessay, 56, cidadã de Serra Leoa, vive há quase seis meses no saguão do Aeroporto Internacional de Belém, após ter o passaporte roubado. A viagem, que deveria levá-la ao Panamá, ficou interrompida no Pará.
A imigrante chegou a Belém em dezembro vindo de Suriname e relata ter sido roubada duas vezes desde então. Conta que recebeu ajuda de voluntários, mas não conseguiu embarcar por falta de documentos.
Nesta quinta-feira (18), o Ministério Público do Pará confirmou a compra de passagem para o dia 22 de junho, com destino ao Panamá, para que ela finalize os trâmites de visto e carteira de vacinação internacional.
Na sexta-feira (19), a Justiça Federal acatou pedido do Ministério Público Federal e determinou que o governo estadual e o Itamaraty prestem assistência consular para a regularização de documentos em até 48 horas.
O MPF informou que a situação envolve vulnerabilidade social e abandono por parte de autoridades, e que a Justiça requisitou a intermediação com a representação consular de Serra Leoa, sediada em Washington.
O Itamaraty orientou o contato com autoridades migratórias do aeroporto de Belém para a viabilização dos vistos para entrada na Colômbia e no Panamá.
A Prefeitura de Belém informou que Sessay recebe acompanhamento das equipes de assistência social desde dezembro de 2025 e alimentação diária no espaço de acolhimento; há também cadastramento no programa Bolsa Família.
Ela tem relatado dificuldades de comunicação, já que o kriô é o idioma oficial de Serra Leoa, e depende de apoio de voluntários para se deslocar entre locais e serviços.
Assistência e próximos passos
Segundo o promotor Nadilson Portilho, a equipe acompanha a imigrante até a emissão do visto e da carteira de vacinação, para que possa seguir viagem.
A Justiça determinou que o governo do Pará e o Itamaraty assegurem a assistência consular necessária, com atuação conjunta da Embaixada de Serra Leoa, para documentação de viagem e vistos.
Várias pessoas da cidade se mobilizaram para oferecer apoio a Sessay, incluindo moradores que ofereceram abrigo temporário e alimentação, conforme relatos de moradores locais.
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