O Irã transformou o empate sem gols entre a seleção iraniana e a Bélgica, nesta Copa do Mundo, em um símbolo de resistência nacional. O jogo ocorreu no domingo, 21, em Los Angeles, com a atuação destacada do goleiro Alireza Beiranvand.
Com sete defesas, Beiranvand manteve o placar zerado e ajudou o Irã a manter vivas as chances de avançar. O goleiro foi eleito o melhor em campo e dedicou o prêmio ao povo iraniano, em meio a tensões geopolíticas com os Estados Unidos.
A repercussão extrapolou o campo. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, compartilhou a defesa nas redes e a associou a uma imagem de proteção da terra. A legenda sugeriu paralelos com a situação no conflito com Washington.
Na rede, muitos internautas passaram a comparar o espaço entre Beiranvand e a defesa ao Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica associada ao Irã. A referência reforçou a leitura de resistência do país durante as negociações diplomáticas.
O Irã chegou ao Mundial enfrentando dificuldades logísticas. O time treinou em Tijuana, no México, devido a restrições impostas pelo conflito. Deslocamentos e entrada nos Estados Unidos também apresentaram entraves para a delegação.
Após a estreia, o Irã empatou com a Nova Zelândia em 2 a 2, o que, segundo o técnico Amir Ghalenoei, mostrou que a equipe enfrentou obstáculos de vistos, viagens e preparação. Tais relatos aconteceram em meio a um acordo preliminar de cessar-fogo dos EUA e Irã.
Entre na conversa da comunidade