O voo 249 da Volaris, que ligava Monterrey à Cidade do México, passou por duas tentativas de pouso frustradas na noite de terça-feira (23). A forte chuva reduziu a visibilidade, levando a tripulação a abortar a aproximação no Aeroporto Internacional da Cidade do México (AICM) e a buscar um aeroporto alternativo. O Airbus A320, com matrícula XA-VLO, só chegou ao destino às 23h06, uma hora após o horário previsto.
Segundo relatos, o avião pareceu se posicionar para a aterrissagem, decolou novamente sem explicação e, em seguida, tentou o pouso pela segunda vez, sem sucesso. A aeronave acabou desviando para o Aeroporto de Morelia, onde permaneceu por cerca de 40 minutos antes de seguir viagem. A decisão obedeceu aos padrões de segurança diante da visibilidade insuficiente.
A causa apontada é a chuva intensa que atingiu a capital mexicana, comprometendo as condições de pouso. O episódio ilustra um cenário já observado pela indústria aérea mexicana, com aumento de manobras para aeroportos alternativos em função do clima adverso.
O evento acontece em meio a um contexto de mudanças climáticas que afetam operações. Um relatório da Universidade Nacional Autônoma do México aponta que, de janeiro aos primeiros dias de junho, a precipitação no país ficou 15% acima da média das últimas três décadas. A alta ocorreria de forma mais frequente na aviação.
Para o setor, episódios como esse elevam custos operacionais devido ao combustível extra, reagendamentos e uso de aeroportos alternativos. Não há ainda estimativa consolidada do impacto econômico, mas admite-se que o planejamento precise incorporar maior flexibilidade.
A escolha do aeroporto de desvio depende de combustível disponível, duração da rota e disponibilidade de terminais. Aeroportos como o AIFA, Toluca, Morelia e Acapulco fornecem opções quando o AICM não está apto a receber chegadas. A decisão é tomada antes de cada voo, conforme as condições.
Mudanças climáticas redefinem a aviação
As chuvas intensas são apenas uma face de um ambiente climático em transformação para o setor. Em maio de 2024, temperaturas elevadas na Região Metropolitana do Vale do México restringiram o peso de cargas para decolagens, afetando a performance de aeronaves em altitude elevada.
Especialistas indicam que o cenário exige investimentos em infraestrutura, novas tecnologias e treinamento de tripulações. A indústria já sinaliza que as operações precisarão de ajustes contínuos para manter a segurança e a eficiência.
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