O velório privado de Ali Khamenei ocorreu nesta sexta-feira, 3 de julho, em Teerã, cerca de quatro meses após a morte do aiatolá. A cerimônia marca o encerramento de sua liderança, sucedida por Mojtaba Khamenei em março. As circunstâncias da morte incluem um ataque realizado por Estados Unidos e Israel.
Imagens divulgadas pela imprensa estatal mostram membros da cúpula política e militar chorando diante do caixão. Entre os presentes estavam conselheiros, comandantes e altas autoridades do governo iraniano.
O funeral de Estado seguirá até 9 de julho, com homenagens previstas em várias cidades do Irã e também no Iraque. As cerimônias públicas começam neste sábado, 4 de julho, às 6h no horário local, e devem reunir milhares de pessoas.
Entre os presentes estavam: o conselheiro do líder supremo, o comandante Mohsen Rezaei, o presidente do Irã Masoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf e o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei.
Mojtaba Khamenei não participará do funeral do pai por questões de segurança, informou o aiatolá Hakim Elahi, representante do líder iraniano na Índia. A ausência é atribuída ao risco de ataques durante o período de celebração.
A ausência do líder supremo nas cerimônias fúnebres tem alimentado especulações sobre o estado de saúde e a capacidade de comando de Mojtaba diante de crescentes tensões com Israel e os Estados Unidos, intensificadas nos ataques de fevereiro.
Programação e local
O Irã divulgou, nesta quinta-feira, imagens do caixão de Ali Khamenei. A cerimônia principal ocorre no Grande Palácio Imã Khomeini, em Teerã. Nos dias 6 e 7 de julho, há dois cortejos fúnebres programados: em Teerã e na cidade sagrada de Qom. O sepultamento está marcado para 9 de julho, em Mashhad, cidade natal do aiatolá.
Entre na conversa da comunidade