O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu os argumentos do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre a aplicação de novas tarifas ao Brasil. O governo encaminhou na quarta-feira, 1º, uma resposta formal ao órgão. Local: Brasília. Motivo: investigação sobre práticas de comércio digital, Pix, tarifas preferenciais e meio ambiente.
Durigan afirmou que os argumentos apresentados pelo USTR não prosperam no que diz respeito ao Pix. O ministro ressaltou que a infraestrutura de pagamento é acessível a qualquer pessoa ou empresa que atue no Brasil e que não há discriminação contra estrangeiros.
No relatório preliminar divulgado em 1º de junho, o USTR recomendou uma sobretaxa de 25% sobre muitos produtos brasileiros, com exceções para grande parte do setor agropecuário. A investigação ainda não está concluída.
Resposta do Itamaraty e próximos passos
O Itamaraty em nota nega que o Pix exclua empresas estrangeiras, afirmando que a infraestrutura favorece concorrência, reduz custos e amplia a inclusão financeira. A defesa sustenta que o sistema abriu portas para provedores privados, incluindo empresas dos EUA.
Na próxima semana, entidades do agronegócio participam de nova audiência em Washington para defender o setor contra alegadas práticas desleais. A audiência ocorre na segunda-feira, 6, para esclarecer impactos do comércio com os EUA.
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