Keiko Fujimori foi proclamada presidente do Peru, 26 anos após o fim da ditadura de seu pai. Ela derrotou Roberto Sánchez no segundo turno, com margem de 50,135% a 49,865%. A cerimônia de posse está prevista para 28 de julho, em Lima.
A confirmação ocorreu após um pleito marcado por atraso na apuração, proximidade entre os candidatos e disputas judiciais sobre votos, especialmente migrantes no exterior. Sánchez questionou o resultado e pediu observação da contagem.
O novo governo surge em meio a críticas ao legado do Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000 com medidas autoritárias para combater guerrilhas. Keiko adotou parte desse espectro político como estratégia eleitoral.
Entre propostas centrais, está a defesa de um modelo econômico estável, com foco em equilíbrio fiscal e independência do Banco Central. A candidata também propõe ampliar a segurança pública com tecnologia e ampliar o cárcere em megaprison para crimes graves.
No âmbito social, Keiko sinalizou mudanças de política migratória, defendendo ações para a expulsão de cidadãos sem documentação, alinhadas à agenda anti-imigração. A população venezuelana no Peru é a maior do país, estimada em cerca de 1,6 milhão de pessoas.
Na disputa administrativa, Keiko conseguiu consolidar força no Congresso, o que facilita a tramitação de medidas. O Força Popular já domina parte significativa do Legislativo, o que pode influenciar o desenho inicial do governo.
O adversário, Sánchez, recorreu a instâncias internacionais para contestar o resultado e convocou manifestações. A situação política, marcada por desconfiança e acusações de irregularidades, tende a acompanhar o começo do mandato.
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