O Vaticano excomungou nesta semana bispos, sacerdotes e leigos que aderirem formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). A medida enquadra o grupo como cismático, após a consagração episcopal sem aval papal. A decisão busca preservar a unidade da igreja.
Dentre os consagrados pela FSSPX estão os bispos Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay, além de jovens bispos promovidos pela fraternidade sem autorização, segundo a Santa Sé. Padres situados em diferentes países também foram atingidos pela excomunhão.
A rede de excomunhados inclui sacerdotes de Suíça, Estados Unidos e França, cuja ordenação ocorreu sem o aval do papa Leão XIV, conforme o Vaticano. A instituição reconhece a invalidade dos sacramentos administrados por eles.
Ações e regras de retorno
O Vaticano definiu condições para quem quiser deixar a excomunhão e reingressar na unidade. É exigida rejeição de fundamentos da FSSPX, aceitação do Concílio Vaticano II e submissão ao Papa.
Segundo o documento vaticano, quem abandonar a FSSPX deve buscar um bispo diocesano para acolhimento e apresentar uma carta ao papa solicitando remissão das censuras, além de juramento de fidelidade plena.
Para leigos, a situação é avaliada caso a caso. Quais atividades forem mantidas por motivos litúrgicos podem não implicar punição, desde que haja compreensão da autoridade do Romano Pontífice.
A Igreja afirma que voltará a acolher com afeto quem desejar retornar à plena comunhão, desde que haja adesão à doutrina e respeito à hierarquia.
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