O Puente foi criado pelo governo do Chile em 2002 para levar famílias em situação de extrema pobreza a dignidade, conectando-as aos serviços públicos do país. A iniciativa buscava transformar a vida de vulneráveis por meio da assistência integrada.
O programa combinava visitas domiciliares de profissionais especializados com o acesso prioritário a serviços públicos, representando uma ponte entre os pobres e a rede de proteção social.
O segundo pilar consistia em fortalecer a qualidade dos programas existentes, com foco na inclusão de famílias no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, os beneficiários recebiam um plano de desenvolvimento familiar.
Avaliação e impactos
A avaliação publicada no The Economic Journal, em 2019, apontou aumento de cerca de 115% na taxa de adesão de adultos pobres a programas de inclusão no mercado de trabalho. Ainda assim, não houve sustentabilidade de renda.
Embora tenha fomentado cursos e intermediação de mão de obra, o estudo não comprovou ganhos consistentes de renda ou emprego de curto ou longo prazo entre os participantes.
No Brasil, observa-se que programas como Bolsa Família e outros mecanismos de assistência existem, porém a curadoria de ofertas de qualificação e a mediação para acesso permanecem a desejar, segundo análises locais.
O Chile ensina a necessidade de agentes que vão até as famílias, orientam e conectam serviços com planos de desenvolvimento. A ideia é criar uma ponte efetiva para inclusão produtiva.
A partir desse aprendizado, ganha força a proposta de um programa dedicado a orientar e encaminhar famílias em situação de pobreza, com foco em empregabilidade e acompanhamento próximo. A ideia é nomear Oportunidade Família.
Entre na conversa da comunidade