A poucos dias da cúpula da Otan em Ancara, Turquia, os países europeus se preparam para responder a novas cobranças sobre gastos com defesa. A ameaça de retirada dos Estados Unidos da aliança, repetida por Donald Trump, ganha contornos diferentes diante do aumento de despesas por parte dos membros. Segundo dados da Otan, o gasto europeu subiu 20% em 2025, já atingindo a meta de 2% do PIB destinada à defesa.
Especialistas apontam que a maior parte dos aliados reforçou investimentos e buscam reduzir a dependência estratégica dos EUA. A discussão envolve ampliar capacidades próprias de defesa e diminuir a dependência de um eventual padrinho americano, diante de tensões entre alguns parceiros.
Na cúpula marcada para 7 e 8 de julho, a expectativa é que os europeus apresentem avanços substanciais nos orçamentos de defesa. Ainda não houve compensação total pela retirada de um bombardeiro estratégico dos EUA, parte das lacunas em defesa prevista no plano de 2035.
Redução da participação americana
O governo americano informou, em maio, que reduzirá a presença militar na Europa. Em junho, o secretário-geral da Otan foi aos EUA esclarecer aos membros a evolução dos gastos europeus com capacidades de ataque e defesa. A discussão também aborda a reestruturação do comando integrado da aliança, que passou sob o controle do Pentágono para a chefia de Exército, Marinha e Aeronáutica da Otan.
Progresso entre os aliados
Espera-se que, na reunião em Ancara, a Otan declare que a maior parte dos membros já supriu as lacunas remanescentes da contribuição dos EUA. O esforço de 5% do PIB em segurança, decidido na última cúpula, tende a ser reafirmado como meta até 2035.
Divergência entre parceiros
Allies like Polônia, países nórdicos, Estônia e Alemanha aparecem entre os exemplos de avanço, enquanto alguns países ainda não atingiram o alvo de 5% do PIB. A Espanha é citada como responsável por não ter atingido a meta, o que gerou críticas na leitura de Washington, segundo fontes da associação.
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