El sector aéreo teme este verão por duas falhas potenciais que podem atrasar fluxos de passageiros: atrasos no controle de passaportes por sistemas biométricos (SES) e eventuais interrupções no controle aéreo francês, em meio a greves ou falta de efetivos.
Relatórios revelam falhas de gestão na DSNA, a empresa pública de controle de tráfego aéreo da França, segundo o senado. O documento aponta impactos na mobilidade doméstica e em voos de sobrevoo envolvendo vários países europeus, incluindo Espanha e Portugal.
Impacto do SES e demandas de flexibilização
A implantação do Sistema de Entrada e Saída (SES) tem gerado preocupação entre companhias e operadores de aeroportos. A IATA, A4E e WTTC defendem suspensão temporária até setembro para evitar caos nas filas.
Segundo o relatório, o SES coleta dados de viagem, datas, locais e imagens, além das impressões digitais. A agilidade depende do fluxo de viajantes e da capacidade de EU-Lisa, central que gerencia dados biométricos.
Reação do setor e agenda de reuniões
Ryanair pediu proteção aos sobrevuelos em França durante greves e acelerar a modernização da DSNA. A empresa cita atrasos em voos fora do espaço Schengen e aponta impactos potenciais na operação de terminais.
Autoridades da União Europeia vão reunir-se com representantes do setor na próxima semana para tratar do gargalo. Enquanto isso, Ryanair informou esperas prolongadas em aeroportos europeus, segundo projeções da empresa.
Apoio internacional e medidas de mitigação
Organizações como WTTC, ACI e IATA assinam cartas públicas pedindo pausa temporária no uso do SES. Propõem maior avanço da aplicação Travel to Europe, reforço de pessoal e informações claras nos postos de fronteira para evitar interrupções.
Dados de pesquisa de maio indicam que filas de três horas ou mais podem desencorajar viajantes a ir ao espaço Schengen. Estima-se que, sem ajustes, o tráfego e a economia europeia sintam impacto significativo neste verão.
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