O papa Leão XIV visitou Lampedusa neste sábado (4) e fez um apelo à Europa por proteção de migrantes. Em missa realizada num campo esportivo da ilha, ele cobrou ações de acolhimento, integração e proteção em meio ao endurecimento das políticas migratórias da UE. A cerimônia reuniu milhares de pessoas.
Antes da celebração, o pontífice visitou a chamada Porta da Europa, monumento voltado ao Mediterrâneo. Em visita a famílias locais, ressaltou a importância de manter a responsabilidade coletiva diante das tragédias no mar e de evitar que o drama migratório se torne tema apenas de costas voláteis.
Em seu discurso, Leão XIV apontou fatores estruturais que alimentam a migração e pediu que a Europa adote um plano estratégico de longo prazo. Segundo ele, o socorro imediato deve conviver com políticas que promovam desenvolvimento, para reduzir a necessidade de sair de casa.
A atuação do Vaticano ocorre em meio ao endurecimento de políticas migratórias na UE, que prevê maior uso de detenção e centros de retenção fora das fronteiras. A ilha, com cerca de 6 mil habitantes, fica a 145 quilômetros da costa tunisiana e ganhou destaque como símbolo da crise.
Comentários de moradores locais sinalizam receio de que a valorização do turismo urbano ofusque a crise humanitária. Uma residente de Lampedusa afirmou que a comunidade continua acolhendo quem chega, mesmo diante de dificuldades logísticas associadas ao fluxo migratório.
Além de agradecer aos que ajudam os necessitados, o papa lembrou a necessidade de ações consistentes para evitar novas expulsões e desfechos trágicos no mar. A visita de Leão XIV a Lampedusa segue após ações anteriores em outras ilhas europeias e já figura como marco do seu pontificado.
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