O Irã iniciou neste sábado as cerimônias públicas do funeral de sete dias de Ali Khamenei, líder supremo morto em 28 de fevereiro de 2026 após ataque conjunto dos EUA e Israel. O funeral deve mobilizar multidões em Teerã e se estender até a próxima quinta-feira (9).
Na sexta-feira, houve uma cerimônia restrita reunindo a cúpula do governo, militares e delegações de Rússia e China. A sequência de eventos fúnebres visa dar passagem ao que as autoridades descrevem como uma etapa de luto nacional.
Ali Khamenei, nascido em 1939 em Mashhad, liderou o Irã por quase quatro décadas, mantendo posição firme contra reformas e qualquer negociação com Israel. Seu governo enfatizou a oposição aos EUA e ao Estado de Israel.
A ascensão ao poder ocorreu após a Revolução Islâmica de 1979, quando o aiatolá Khomeini liderou a derrubada do xá. Khamenei assumiu funções de liderança política e religiosa, com autoridade sobre a política externa, a segurança e as Forças Armadas.
Durante seu mandato, o país consolidou uma teocracia em que o líder supremo detinha poderes para demitir governantes e anular decisões. Sua gestão ficou marcada por repressão a dissidências, como as ondas de protesto de 2009, 2019 e 2022.
A economia iraniana enfrentou críticas internas e sanções internacionais, contribuindo para queda de popularidade. O regime atribui parte da pressão à inflação, desemprego e à queda nas exportações, agravadas por conflitos regionais e tensões com o Ocidente.
Antes da morte, houve atentados e tentativas de assassinato contra Khamenei, além de crises internas que alimentaram a instabilidade. Relatos indicam que os últimos meses teriam sido marcados por medidas de segurança elevadas em Teerã.
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