O Fourth of July deste ano celebra a 250ª aniversário da independência dos EUA, com uma série de eventos organizados pela administração Trump no National Mall. O contexto envolve questões de direitos civis, crackdown imigratório e tensões nas relações internacionais.
A edição de 2026 traz uma leitura ambígua para quem nasceu em 4 de julho. O marco é visto como oportunidade de orgulho, mas também como tema de reflexão sobre o rumo do país e a forma como a comemoração é conduzida.
Maria Ashot, 69 anos, escritora com passes por Harvard e que hoje vive entre Bruxelas e Barcelona, afirma que o espírito da Declaração a acompanha, ainda que viva sob críticas à condução atual. Ela não celebra junto com o governo e espera que os ideais se mantenham.
Jo Haemer, 73, joalheira de Portland, Oregon, destaca a visão de mundo de quem cresceu em um ambiente de guerra fria, sendo crescente a frustração com a forma como a data é tratada neste aniversário.
Craig Allen, 71, ex-cientista de pesquisa em Connecticut, compara com o bicentenário passado e descreve o momento atual como difícil, reconhecendo a distância entre a memória nacional e a conjuntura presente.
Bill Combs, 74, professor aposentado próximo a Bryce Mountain, Virginia, relata que, ao longo das décadas, o 4 de julho não era apenas dele, mas admite que a celebração de 250 anos pareceu menos relevante e mais comercial.
Bertram Dowd, estudante de Arizona, aponta conflito entre o desejo de celebrar e a percepção de que a data tem sido capturada por líderes e movimentos atuais, o que afeta o espírito da comemoração.
Brian O’Reilly, 77, ex-jornalista, destaca a identidade compartilhada com o irmão gêmeo e o papel da data na autoestima nacional, embora reconheça que eventos recentes enfraqueceram esse orgulho.
Outra entrevistada, moradora de Arlington, Virginia, descreve a comemoração como complexa, ressaltando as falhas democráticas históricas e o impacto de divisões raciais na percepção pública da data.
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