Dois cidadãos nigerianos foram mortos na África do Sul, em meio ao aumento de ataques contra estrangeiros. Emeka Charles Iroegbu foi mortos por supostos agentes de polícia de Pretoria, usando técnicas de interrogatório, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Nigéria. Musa Yunana Joe foi assassinado no mesmo dia, em eMalahleni. A autoridade sul-africana não comentou até o momento.
O governo nigeriano informou que as mortes ocorrem em um contexto de crescente hostilidade contra estrangeiros no país. Aproximadamente 25 mil africanos teriam sido repatriados, incluindo cerca de 700 nigerianos. Protestos na África do Sul demandam medidas para conter a migração irregular.
A Nigéria disse que buscará reparação junto ao governo sul-africano pelos cidadãos que deixaram o país e começou a mapear negócios e imóveis deixados. Em resposta, o ministério sul-africano da Casa Civil divulgou que não há planos de pagamento de indenizações e que bens registrados podem ser vendidos no mercado local.
Contexto e desdobramentos
Grupos anti-migrantes na África do Sul deflagraram um prazo para a saída de estrangeiros não registrados, até 30 de junho. Países como Gana, Malawi e Nigéria já conduziram operações de repatriação de parte de seus cidadãos. A África do Sul enfrenta desemprego elevado, estimado acima de 30%, e uma economia fortemente dependente de mão de obra de outros países.
Entre na conversa da comunidade