A Fraternidade Sacerdotal São Pio X foi excomungada nesta semana após a ordenação de quatro bispos sem a aprovação do Papa. A medida ocorreu na quarta-feira (1º) e atinge o grupo ultraconservador por cisma com Roma. O Vaticano confirmou a excomunhão.
Na prática, o grupo mantém liturgia em latim e rejeita o diálogo com não católicos, alegando desvio da verdadeira fé. A liderança não demonstrou arrependimento pelo rompimento com a Igreja Universal.
Durante missa realizada em Wil, no nordeste da Suíça, o padre Georg Kopf afirmou que o grupo pode ser recebido de volta por outro papa. Ele citou Bento XVI como exemplo de retorno promovido no passado.
História e contexto
A comunidade foi fundada em 1970 e tem sede na Suíça, reunindo fiéis ao redor do mundo. O episódio atual se soma a rupturas anteriores com o Vaticano, incluindo tentativas de reconciliação que ocorreram em 2009.
O que disse o grupo
Kopf afirmou que haverá um novo papa que abrirá a porta para a volta da tradição. Ele assegurou que as ordens foram feitas por amor à Igreja e à linha tradicional, segundo o sermão proferido em alemão.
Reação do Vaticano
O Vaticano informou ter oferecido diálogo antes do cisma e reiterou que ordenar bispos sem aprovação é infração grave. A excomunhão é automática segundo as normas da Igreja.
Contexto internacional
A Sociedade de São Pio X é alvo de monitoramento constante por parte de autoridades vaticanas, que buscam manter a unidade e a comunhão com Roma. A organização continua a atrair seguidores em várias regiões.
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