Molly Tea, rede chinesa de chá, foi condenada a pagar 10,3 milhões de yuans (aproximadamente 1,1 milhão de libras ou 1,5 milhão de dólares) a Louis Vuitton após um tribunal ter considerado que o logo da empresa infringia a marca registrada da casa de luxo. A decisão foi anunciada pela imprensa estatal chinesa e reacende o debate sobre proteção de direitos autorais na internet.
O tribunal de Suzhou, cidade perto de Xangai, determinou que Molly Tea deve cessar o uso do logotipo, apresentar um pedido público de desculpas e arcar com os danos. A sentença também revelou que a empresa e suas afiliadas haviam tentado registrar várias marcas, as quais foram recusadas pela Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China.
Segundo a China Daily, apenas a marca contendo os caracteres chineses que identificam Molly Tea teve registro bem-sucedido. A decisão ocorre em meio a discussões online na China sobre originalidade de design e propriedade intelectual, com intenso compartilhamento de opiniões nas redes sociais.
A repercussão pública foi ampla: um hashtag associado ao caso acumulou centenas de milhões de visualizações e dezenas de milhares de comentários, com diferentes perspectivas sobre a validade da proteção de marcas e sobre a conexão entre design ocidental e influências históricas chinesas.
Louis Vuitton celebrou a decisão como defesa de seus direitos de propriedade intelectual. Mudanças administrativas e a recusa de marcas adicionais apresentaram contexto sobre a trajetória da disputa, segundo a reportagem da China Daily. A empresa não divulgou comentários oficiais ao Portal.
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