Hernán Gil, vigilante de 43 anos, ficou oito dias soterrado sob os escombros do prédio de oito andares em Playa Grande, no norte da Venezuela. O duplo terremoto que atingiu o país levou à tragédia que matou mais de 3.300 pessoas. Ele descreve o momento inicial como um abalo curto, seguido por uma réplica muito forte que deixou tudo desabar ao redor.
Após ficar sem visão e audição, Gil teve várias feridas, perdeu o equilíbrio e sofreu sangramentos. O vigia relembra o medo e a ansiedade, além de sentir a parede como se estivesse se esmagando. O resgate começou apenas após três dias de busca, com socorristas de sete países atuando no local.
Resgate e recuperação
Dois socorristas, um caso chileno e outro norte-americano, finalmente alcançaram Gil e o tiraram dos escombros. O resgate foi descrito por ele como uma luta intensa, marcada pela necessidade de manter o vigilante hidratado e estável. O procedimento durou várias horas e exigiu planejamento cuidadoso.
Depois de libertado, Gil foi encaminhado a um hospital para tratamento. Ele relata ter sentido que renasceu após o salvamento e expressa gratidão pela vida. O paciente permanece sob acompanhamento médico e segue sem retorno ao trabalho, priorizando a recuperação.
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