O ataque russo contra Kiev na madrugada de hoje deixou ao menos 14 mortos e cerca de 60 feridos. Mísseis e drones atingiram áreas residenciais, em meio a uma nova ofensiva lançada poucas horas antes da cúpula da OTAN, que começa amanhã em Ancara.
Segundo o governo ucraniano, foram empregados 68 mísseis e 351 drones de ataque. As forças de defesa reagiram, interceptando drones e mísseis de cruzeiro, mas não conseguiram neutralizar todos os mísseis balísticos.
Cerca de 30 prédios residenciais ficaram comprometidos, e equipes de resgate continuam buscando vítimas entre os escombros. Em Vyshneve, moradores foram retirados por risco de explosões de munições não detonadas.
Detalhes do ataque e reação internacional
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, pediu aos aliados decisões firmes para reforçar a defesa aérea durante a cúpula da OTAN. O apelo foi feito nas redes sociais, destacando a necessidade de proteção de civis.
A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reiterou que Kiev precisa de mais sistemas de defesa aérea com urgência, tema a ser discutido na reunião da aliança. Zelenski também afirmou que a Rússia realizou um ataque “em massa” contra o país.
Contexto e desdobramentos
Moscou afirmou ter atingido instalações do complexo militar-industrial e de combustíveis em várias regiões da Ucrânia, em uma ofensiva paralela. Enquanto isso, a Rússia informou ter abatido mais de 500 drones ucranianos durante a noite, segundo autoridades russas.
Em meio ao conflito, líderes internacionais buscam pressão diplomática. A Casa Branca informou que o presidente dos EUA deverá se reunir com Zelenski na cúpula da OTAN, antes de tratar o conflito com o presidente russo.
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