O cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, ocorreu nesta segunda-feira em Teerã, reunindo dezenas de milhares de enlutados. Cenário marcante: bandeiras de Irã, mensagens de vingança e imagens do presidente dos EUA, Donald Trump, em foco de protesto. O objetivo declarado foi demonstrar a continuidade da liderança clerical mesmo após a morte do líder.
Durante a passagem dos caixões, o público protestou contra Washington. Houve ataques a painéis com retratos de Trump e mensagens de retaliação. Também foram exibidas imagens de outros líderes estrangeiros em sinal de oposição, acompanhadas de slogans de vingança.
No domingo, três filhos de Khamenei rezaram ao lado do caixão em Teerã, enquanto Mojtaba Khamenei, herdeiro presumido, não apareceu. A ausência alimenta especulações sobre o estado de saúde dele após o ataque que matou o pai.
Cerimônias e itinerário
As cerimônias de luto começaram na sexta-feira com velórios de vários familiares. A programação prevê novas procissões em Qom, Najaf e Kerbala, antes de o corpo retornar ao Irã para enterro em Mashhad.
Contexto e desdobramentos
Autoridades iranianas afirmaram que a liderança clerical permanece no poder. Em contrapartida, autoridades estrangeiras destacaram impactos diplomáticos das cerimônias e da continuidade do governo iraniano durante a crise.
Repercussões regionais
As cerimônias ocorrem em meio a tensões na região, com cobertura internacional sobre como o Irã manterá influência política e energética. O governo iraniano não forneceu comentários adicionais neste momento.
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