Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (10) novas sanções contra pessoas e entidades ligadas ao Irã, em meio à retomada dos ataques na região. No mesmo dia, Teerã negou ter pedido novas negociações com Washington, contrariando uma declaração do presidente Donald Trump.
O Departamento do Tesouro dos EUA incluiu 14 pessoas e entidades no novo pacote de sanções. O principal alvo é Ali Ansari, empresário iraniano radicado em Dubai que, segundo o governo norte-americano, administra uma rede de ativos em benefício da liderança iraniana e de integrantes da Guarda Revolucionária.
Washington anunciou as medidas após novos ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. O Tesouro também sancionou casas de câmbio iranianas e empresas de fachada que, segundo as autoridades norte-americanas, movimentavam bilhões de dólares para bancos iranianos já sujeitos a restrições.
A escalada militar, porém, ocorre enquanto os dois países mantêm canais indiretos de comunicação. Trump afirmou nesta sexta-feira (10) que os Estados Unidos aceitaram continuar as conversas após um pedido do Irã. O presidente ressaltou, no entanto, que o cessar-fogo firmado em junho “acabou”.
Saiba mais: Irã acusa EUA de violar acordo ao retomar sanções sobre petróleo
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, negou que Teerã tenha procurado Washington para negociar. Segundo ele, o governo iraniano apenas aceitou receber um mediador do Catar. Diplomatas catarianos viajaram ao Irã em coordenação com os Estados Unidos para tentar reduzir as tensões.
As novas sanções e a divergência sobre as negociações ampliam a incerteza sobre o futuro das relações entre Washington e Teerã. Embora os dois governos mantenham contatos por meio de mediadores, os ataques militares e as restrições econômicas aumentaram a pressão sobre o processo diplomático.
Entre na conversa da comunidade