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Netanyahu encontra Trump na Casa Branca pela 1ª vez desde início da guerra com Irã

Líderes buscaram superar divergências públicas sobre o conflito durante encontro no Salão Oval

Benjamin Netanyahu e Donald Trump sorriem sentados lado a lado no Salão Oval da Casa Branca, com uma miniatura de avião sobre a mesa entre eles.
Netanyahu e Trump se encontram antes de atrito em torno do plano dos EUA para Gaza (Crédito: Reprodução/GPO/AFP)

(Atualizada às 18h50)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou a Casa Branca nesta terça-feira (28) para sua primeira reunião presencial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde o início da guerra com o Irã. Após o encontro, o líder israelense afirmou que os dois discutiram formas de impedir que Teerã obtenha armas nucleares.

A reunião ocorreu a portas fechadas, durou cerca de uma hora e meia e foi descrita pela Casa Branca como “positiva e produtiva”. O encontro aconteceu em um momento em que Netanyahu e Trump tentam superar divergências públicas sobre a condução da guerra.

Em uma mensagem em vídeo após a reunião, Netanyahu disse que teve “uma das melhores conversas” que já manteve com um presidente dos Estados Unidos. Segundo ele, a conversa tratou do “objetivo comum” de garantir que o Irã não obtenha armas nucleares.

A guerra com o Irã começou no fim de fevereiro, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. Mais recentemente, houve uma pausa nos combates, enquanto Washington afirma querer dar uma nova chance às negociações.

Trump, Netanyahu e Houthis

Nesta terça-feira (28), os rebeldes huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram ter atacado o petroleiro saudita NCC Ghazal no Mar Vermelho com mísseis balísticos. Segundo o grupo, a embarcação teria violado o bloqueio anunciado pelos huthis contra portos da Arábia Saudita.

A Arábia Saudita ainda não havia comentado a reivindicação dos huthis, mas informou ter interceptado drones que tinham como alvo instalações petrolíferas no leste do país. Riade atribuiu os ataques a milícias pró-Irã no Iraque.

Israel não participou da rodada mais recente de hostilidades entre Estados Unidos e Irã, que voltou a se intensificar no começo deste mês após o colapso do cessar-fogo de abril.

Bastidores da reunião

A reunião desta terça-feira foi a oitava entre Netanyahu e Trump desde o retorno do republicano à Casa Branca, no início de 2025. O encontro ocorre antes de testes eleitorais importantes para os dois líderes: eleições nacionais em Israel e as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Segundo o gabinete de Netanyahu, o primeiro-ministro participou na noite de segunda-feira (27), em Washington, de um jantar privado em memória do senador Lindsey Graham. Ele também compareceu a uma cerimônia em homenagem ao republicano, considerado um forte aliado de Israel.

As relações entre Trump e Netanyahu chegaram a um ponto baixo em abril, durante as negociações para o cessar-fogo com o Irã. Na ocasião, Trump fez críticas duras ao premiê israelense e, depois, o descreveu em entrevista como um “cara muito difícil”.

Netanyahu minimizou as trocas de farpas e classificou os episódios como “divergências táticas”. Segundo ele, os dois países estavam alinhados sobre os objetivos da guerra.

Ainda antes da reunião desta terça, segundo a Reuters, Trump demonstrou irritação com Netanyahu, reclamando que detalhes dos pontos a serem abordados pelo israelense sobre o Irã vieram a público, em mais um sinal de tensão entre os dois líderes.

Relações sem ruptura

Nesta terça-feira (28), os líderes também deveriam discutir a implementação do acordo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Líbano, assinado no mês passado. A aplicação do entendimento no terreno, porém, tem sido difícil.

As conversas também deveriam abordar a Faixa de Gaza. Os esforços diplomáticos para iniciar a reconstrução do território palestino destruído pela guerra seguem paralisados.

Quase três anos após o início da guerra entre Israel e Hamas, a situação humanitária em Gaza continua grave. Israel também mantém ataques regulares contra pessoas que, segundo os militares, seriam integrantes de grupos armados.

+Donald Trump repercute ataque ao Irã em rede social; Veja vídeos

(Com informações da AFP e da Reuters)

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