Um pedaço de um foguete da SpaceX colidiu com a superfície da Lua na madrugada de quarta-feira (5). A colisão, que, segundo a Nasa, deveria acontecer por volta das 3h (horário de Brasília), só pôde ser confirmada após análise de imagens feitas por sondas espaciais e telescópios.
O objeto, que tem aproximadamente o tamanho de um ônibus escolar e pesa cerca de quatro toneladas, estava à deriva há um ano e atingiu a Lua próximo à linha do terminador lunar, a fronteira entre a parte iluminada pelo Sol e a região mergulhada na sombra. Apesar disso, o episódio não representa um risco para a Terra.
Um pedaço de um foguete da SpaceX colidiu com a superfície da Lua na madrugada de quarta-feira (5). A colisão, que, segundo a Nasa, deveria acontecer por volta das 3h (horário de Brasília), só pôde ser confirmada após análise de imagens feitas por sondas espaciais e telescópios.
O objeto, que tem aproximadamente o tamanho de um ônibus escolar e pesa cerca de quatro toneladas, estava à deriva há um ano e atingiu a Lua próximo à linha do terminador lunar, a fronteira entre a parte iluminada pelo Sol e a região mergulhada na sombra. Apesar disso, o episódio não representa um risco para a Terra.
+ SpaceX divulgará primeiros resultados após IPO recorde
O destroço é o segundo estágio de um foguete Falcon 9. Ele foi lançado pela SpaceX em janeiro de 2025 para transportar um módulo de pouso lunar da empresa Firefly Aerospace.
Por que o foguete não voltou para a Terra?
Em missões espaciais, os foguetes costumam operar em etapas. Depois de impulsionar a carga útil até determinada altitude, o foguete libera cada estágio.
Na maioria dos lançamentos, o segundo estágio retorna à atmosfera terrestre. O calor da reentrada o destrói, ou as equipes direcionam sua queda para uma área planejada no oceano. Neste caso, porém, a missão seguia para a Lua e exigia mais energia do que os voos que permanecem na órbita da Terra.
+ Embaixador brasileiro não voltará à Argentina após ataques de Milei
Por isso, o estágio final do Falcon 9 permaneceu no espaço após cumprir sua função. Sem combustível nem controle, o equipamento passou a vagar pelo Sistema Terra-Lua como um dos milhares de fragmentos de lixo espacial.
Como ele acabou indo em direção à Lua?
Durante meses, o objeto permaneceu em órbita até que astrônomos identificaram, no início deste ano, que sua trajetória terminaria na superfície lunar.
Segundo Julianna Scheiman, diretora dos programas científicos da NASA e Dragon da SpaceX, uma combinação entre a atividade solar e as forças gravitacionais alterou gradualmente a órbita do estágio do foguete.
“O que aconteceu foi, essencialmente, uma combinação da atividade solar com as forças gravitacionais, que colocou o objeto em uma trajetória em direção à Lua”, explicou a executiva.
Isso já aconteceu antes?
Casos como esse são considerados raros.
Em 2022, um estágio de um foguete chinês também colidiu com a Lua após concluir uma missão de testes. Antes disso, em 2009, a própria NASA provocou deliberadamente o impacto de um foguete contra a superfície lunar para estudar a poeira e os materiais ejetados pela colisão.
O que muda para as futuras missões?
Embora o impacto não cause danos significativos à Lua, ele aumenta a preocupação das agências espaciais com o lixo espacial.
Segundo a SpaceX, a empresa e a NASA já discutem formas de impedir que estágios abandonados de foguetes atinjam a Lua em futuras missões.
A preocupação cresce porque o programa Artemis, da NASA, pretende manter uma presença humana permanente no satélite natural nos próximos anos, com a construção de uma base lunar e missões frequentes de astronautas. Por isso, as agências precisam evitar que destroços espaciais atinjam essas futuras estruturas e comprometam a exploração sustentável da Lua.
*Com informações da Reuters
Entre na conversa da comunidade