O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (10) que sua relação com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, continua “muito boa“, apesar da recusa do líder israelense ao plano americano para Gaza. Netanyahu rejeita plano de Trump para Gaza “A relação é muito boa“, disse Trump em resposta a uma pergunta de […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (10) que sua relação com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, continua “muito boa“, apesar da recusa do líder israelense ao plano americano para Gaza.
“A relação é muito boa“, disse Trump em resposta a uma pergunta de um jornalista ao fim de um evento no Salão Oval.
Depois de mais de uma semana de críticas cada vez mais duras, Netanyahu afirmou de forma explícita no domingo que se opõe ao plano para Gaza. A proposta previa a retirada gradual das forças israelenses em paralelo ao desarmamento do Hamas.
Netanyahu, o líder que governa Israel há mais tempo na história do país, aparece empatado ou atrás em algumas pesquisas antes das eleições de 27 de outubro, as primeiras desde o ataque do Hamas em 2023 que deu início à guerra em Gaza.
Levantamentos indicam que o plano para Gaza é rejeitado pela base eleitoral de direita de Netanyahu, e integrantes da ala mais radical de seu governo pressionaram para que ele abandonasse a proposta.
Até recentemente, Netanyahu fazia campanha com base na força de sua relação com Trump, que adotou medidas inéditas de apoio a Israel, entre elas a transferência da embaixada americana para Jerusalém.
Trump se uniu a Netanyahu no fim de fevereiro para lançar uma ofensiva contra o Irã, mas os dois passaram a divergir quando o presidente americano buscou um cessar-fogo e um acordo posterior para o conflito, que vinha corroendo sua popularidade e provocando alta nos preços do petróleo.
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O plano para Gaza representa a etapa mais recente de um cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos e anunciado em outubro, que reduziu, mas não encerrou, as operações militares israelenses no território.
As operações de Israel em Gaza mataram mais de 1.250 palestinos desde o início do cessar-fogo, segundo o ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
O Exército israelense registrou cinco mortes em suas fileiras no mesmo período.
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