Uma operação que retirou secretamente o presidente Donald Trump do avião presidencial Air Force One por alegada ameaça de assassinato levantou questionamentos sobre as práticas de segurança do governo americano. No episódio, Trump deixou a aeronave antes de ela decolar com jornalistas e funcionários que aparentemente corriam risco de sofrer um ataque iraniano. A história […]
Uma operação que retirou secretamente o presidente Donald Trump do avião presidencial Air Force One por alegada ameaça de assassinato levantou questionamentos sobre as práticas de segurança do governo americano.
No episódio, Trump deixou a aeronave antes de ela decolar com jornalistas e funcionários que aparentemente corriam risco de sofrer um ataque iraniano. A história foi revelada pelo Washington Post na segunda-feira (10).
Trump deixou Turquia em voo secreto após ameaça do Irã, diz jornal
Veículos de comunicação com funcionários a bordo criticaram o fato de eles terem sido usados como isca. Outros reclamaram de mentira e de falta de comunicação por parte da Casa Branca.
A AFP registrou imagens do embarque com contêineres de carga posicionados nas partes dianteira e traseira do avião. De acordo com as informações reveladas, o presidente saiu da aeronave dentro de um desses contêineres para embarcar em uma aeronave menor da Força Aérea americana, que estava por perto.
Jornalistas que viajavam em uma seção separada do Air Force One, sem acesso ao presidente, não souberam da mudança e seguiram no voo de saída da Turquia, apesar da ameaça.
Persianas abaixadas
Havia uma ameaça iraniana verossímil contra o presidente, disse ao jornal um funcionário americano. Os repórteres a bordo mencionaram uma ordem do Serviço Secreto para abaixarem as persianas das janelas durante a decolagem, uma instrução incomum fora de zonas de combate.
A viagem de Trump à reunião de cúpula da Otan na Turquia já havia chamado a atenção por ele ter chegado ao país em um Boeing 747 presenteado pelo Catar. O avião não estaria equipado com sistemas de segurança antimísseis, e recorreu-se ao antigo Air Force One.
O presidente alegou que o novo avião estava sendo enviado antes, para que as tropas americanas no Reino Unido o conhecessem. Durante a conexão nesse país, Trump voltou a embarcar no avião dado pelo Catar, no qual voou até Washington.
Questionado naquele momento sobre o motivo de os jornalistas terem sido orientados a abaixar as persianas, Trump respondeu: “Porque vocês provavelmente estão em um voo perigoso, por causa dos canalhas com que temos que lidar. Se eu for, vocês também vão, certo? Talvez algum dia queiram mudar de profissão.”
“Muitos inimigos dos Estados Unidos o tem na mira, e usamos todas as ferramentas à nossa disposição para enfrentar essas ameaças”, disse o diretor de Comunicação da Casa Branca, Steven Cheung.
No ano 2000, Bill Clinton mudou de avião presidencial no último momento, quando viajava da Índia ao Paquistão, usando uma aeronave-isca que transportava agentes do Serviço Secreto.
Em 2023, a visita de Joe Biden à Ucrânia foi cercada de absoluto sigilo, durante uma viagem de avião e trem. O ex-presidente foi acompanhado de um repórter e um fotógrafo.
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