O novo governo de extrema direita da Colômbia negou ter rejeitado ofertas de ajuda humanitária após o terremoto por razões ideológicas. A declaração desta quarta-feira (12) veio após o país aceitar oficialmente apenas equipes de resgate de nações com governos de direita, segundo a AFP. UE anuncia 2 milhões de euros em ajuda à Colômbia […]
O novo governo de extrema direita da Colômbia negou ter rejeitado ofertas de ajuda humanitária após o terremoto por razões ideológicas. A declaração desta quarta-feira (12) veio após o país aceitar oficialmente apenas equipes de resgate de nações com governos de direita, segundo a AFP.
UE anuncia 2 milhões de euros em ajuda à Colômbia após terremoto
O tremor de magnitude 7,4 matou pelo menos 265 pessoas e representa um dos primeiros testes para o governo do presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo na última sexta-feira (7).
Após vir à tona que a Colômbia havia aceitado formalmente equipes de resgate apenas do Equador, de El Salvador, dos Estados Unidos e de Israel, o governo rebateu às acusações de que agiu com viés político e colocou vidas em risco.
O chanceler Omar Bula afirmou que o país tem trabalhado ininterruptamente para organizar as ofertas de assistência humanitária recebidas de diversas nações. Segundo ele, cabe ao governo coordenar essa ajuda de forma responsável.
Bula citou doações já viabilizadas, incluindo a chegada de aeronaves ao país. Um dos carregamentos, oferecido pelo governo de El Salvador, soma 100 toneladas.
O ministro mencionou ainda outro voo procedente do México com destino às áreas mais afetadas pelo desastre, que transporta 58,5 toneladas de suprimentos doados pelo governo mexicano. Ele afirmou que nenhum país foi excluído do processo.
Imagens de drone mostram destruição causada pelo terremoto na Colômbia
Governo colombiano justifica restrição a equipes mexicanas
Anteriormente, havia surgido a informação de que integrantes das conhecidas equipes mexicanas de resgate chamadas “topos” tinham sido impedidos de atuar no local. David Tamayo, chefe da agência colombiana de gestão de desastres, disse que a restrição está relacionada a critérios técnicos.
Segundo ele, o país aceitará apenas equipes de busca e resgate reconhecidas tanto pelo sistema internacional quanto por seus respectivos governos como qualificadas para esse tipo de trabalho.
Tamayo destacou que essas equipes são autossuficientes e não demandam recursos das autoridades municipais, já que chegam com equipamento e suprimentos próprios. Ele afirmou também que as equipes colombianas de busca e resgate ainda não estão sobrecarregadas.
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Hector Mendez, de 80 anos, presidente da Topos Azteca e um dos resgatistas mais experientes do grupo, disse à AFP que 60 de seus colegas estão na Colômbia. Ele pediu às autoridades que permitam a atuação da equipe.
Mendez afirmou que muitas pessoas querem ajudar e estão dispostas a dar tudo o que têm para tentar resgatar quem está soterrado. Ele pediu que as buscas sejam conduzidas em conjunto, para recuperar as vítimas nos diferentes pontos atingidos.
Segundo ele, transformar o resgate em uma disputa política significa seguir pelo caminho errado.
Mercosul oferece apoio à Colômbia após terremoto
Os Estados Partes e Associados do Mercosul divulgaram uma nota afirmando total disposição para colaborar com as autoridades colombianas nas ações de resgate, assistência e recuperação após o terremoto ocorrido na segunda-feira (10). O bloco destacou a importância de uma resposta unida diante de emergências na região e disse que acompanhará de perto a situação humanitária provocada pelo desastre.
Na nota, os países manifestaram solidariedade ao povo e ao governo colombiano, expressando condolências às famílias das vítimas e votos de rápida recuperação aos feridos.
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