O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, se reuniu nesta segunda-feira (17) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em meio aos esforços de Washington para avançar com um plano de paz para a Faixa de Gaza.
O encontro ocorreu depois de Kushner conversar, no domingo (16), no Egito, com representantes do Hamas. O objetivo dos Estados Unidos é reduzir as divergências entre Israel e o grupo palestino sobre a implementação da segunda fase do plano elaborado pelo governo Trump.
Segundo uma fonte diplomática ouvida pela agência AFP sob condição de anonimato, a reunião entre Kushner e Netanyahu começou no fim da manhã.
O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio e genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, se reuniu nesta segunda-feira (17) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em meio aos esforços de Washington para avançar com um plano de paz para a Faixa de Gaza.
O encontro ocorreu depois de Kushner conversar, no domingo (16), no Egito, com representantes do Hamas. O objetivo dos Estados Unidos é reduzir as divergências entre Israel e o grupo palestino sobre a implementação da segunda fase do plano elaborado pelo governo Trump.
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Segundo uma fonte diplomática ouvida pela agência AFP sob condição de anonimato, a reunião entre Kushner e Netanyahu começou no fim da manhã.
O primeiro-ministro israelense também tinha uma reunião prevista com Nickolay Mladenov, principal representante para Gaza no Conselho da Paz, órgão criado por Trump para acompanhar a implementação do acordo.
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que foi nomeado por Trump para integrar o conselho, também poderia participar do encontro, segundo veículos da imprensa israelense.
Divergências sobre desarmamento do Hamas
O Hamas aprovou no fim de julho um roteiro apresentado pelo governo americano para colocar em prática a segunda fase do plano de paz. A proposta prevê o desarmamento do grupo palestino e a retirada das forças israelenses da Faixa de Gaza.
Netanyahu, porém, rejeitou o texto e exigiu o que classificou como um “verdadeiro” desarmamento do Hamas. O premiê também afirmou que Israel não retirará suas tropas do território palestino antes que o grupo seja completamente desarmado.
Mladenov havia declarado que Israel não precisaria retirar as tropas antes do desarmamento total do Hamas, uma condição que está no centro das negociações.
Durante a reunião no Egito, Kushner também teria insistido no desarmamento completo do Hamas e na exclusão do grupo de qualquer participação no futuro governo de Gaza, segundo fontes próximas às negociações.
Um dirigente de alto escalão do Hamas afirmou que o grupo reiterou ao emissário americano seu compromisso com o plano para Gaza e pediu que Washington pressione Netanyahu para avançar nas negociações.
O contato direto entre autoridades americanas e integrantes do Hamas representa uma mudança em relação à política tradicional de Washington. Durante anos, os Estados Unidos se recusaram a manter negociações diretas com o grupo, classificado pelo governo americano como uma organização terrorista.
A administração Trump, no entanto, passou a adotar uma postura mais aberta ao diálogo direto na tentativa de encerrar a guerra em Gaza. As negociações mediadas pelos Estados Unidos contribuíram para o acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025, que permitiu a libertação dos últimos reféns israelenses.
* Com informações da AFP
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