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Novo presidente da Colômbia encerra jornalismo da mídia pública do país

Governo de Abelardo de la Espriella retirou o jornalismo das Emissoras da Paz e colocou programação musical no lugar

Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia
Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia | Reprodução/X

O governo do presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, decidiu encerrar os programas jornalísticos das 20 Emissoras da Paz, rádios públicas criadas após o acordo de paz firmado em 2016 com as Farc.

No lugar dos noticiários, as emissoras passaram a transmitir uma programação exclusivamente musical, produzida e centralizada em Bogotá.

As chamadas Emissoras da Paz foram criadas como parte do acordo que encerrou décadas de conflito armado no país. Entre suas funções estava levar informações às comunidades afetadas pela violência, acompanhar a implementação do acordo e abrir espaço para assuntos de interesse local.

O Ministério da Tecnologia, Inovação e Comunicações da Colômbia afirmou que a mudança faz parte de uma reformulação do sistema de mídia pública. Segundo o governo, a intenção é recuperar o caráter público, plural e independente dos veículos. A administração de Espriella, que é crítica ao acordo de paz de 2016, também acusou os programas jornalísticos de terem se transformado em um instrumento de propaganda ligado a interesses políticos.

O governo informou ainda que o jornalismo consumia cerca de 90% dos recursos e do pessoal disponíveis no sistema.

O governo do presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, decidiu encerrar os programas jornalísticos das 20 Emissoras da Paz, rádios públicas criadas após o acordo de paz firmado em 2016 com as Farc.

No lugar dos noticiários, as emissoras passaram a transmitir uma programação exclusivamente musical, produzida e centralizada em Bogotá.

As chamadas Emissoras da Paz foram criadas como parte do acordo que encerrou décadas de conflito armado no país. Entre suas funções estava levar informações às comunidades afetadas pela violência, acompanhar a implementação do acordo e abrir espaço para assuntos de interesse local.

O Ministério da Tecnologia, Inovação e Comunicações da Colômbia afirmou que a mudança faz parte de uma reformulação do sistema de mídia pública. Segundo o governo, a intenção é recuperar o caráter público, plural e independente dos veículos. A administração de Espriella, que é crítica ao acordo de paz de 2016, também acusou os programas jornalísticos de terem se transformado em um instrumento de propaganda ligado a interesses políticos.

O governo informou ainda que o jornalismo consumia cerca de 90% dos recursos e do pessoal disponíveis no sistema.

Entidades criticam decisão

A Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP), a Missão de Observação Eleitoral (MOE) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) criticaram a suspensão da programação regional.

As entidades afirmam que a medida pode dificultar o acesso à informação em comunidades rurais e em regiões onde as rádios locais são uma das principais fontes de notícias.

Segundo as organizações, as emissoras alcançam mais de 463 mil pessoas, incluindo comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas. As entidades também destacaram que as rádios foram criadas justamente para atender regiões especialmente afetadas pelo conflito armado colombiano.

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Impacto na imprensa local

A mudança também levanta preocupações sobre a diversidade de informações disponíveis no país. De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), cerca de 60% da Colômbia não conta com cobertura jornalística local.

As organizações que contestam a decisão afirmam que retirar o jornalismo das rádios pode ampliar essa falta de cobertura, principalmente em áreas afastadas dos grandes centros. A suspensão foi anunciada como uma medida transitória pelo governo colombiano.

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* Com informações da Agência Brasil

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