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Milei ameaça sancionar petrolíferas nas Malvinas; Reino Unido rebate

Governo britânico diz que sua posição sobre as ilhas é "inabalável", após presidente argentino citar apoio de Trump

O presidente da Argentina, Javier Milei, discursando na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) de 2025, no Gaylord National Resort & Convention Center, em National Harbor, Maryland.
Milei intensifica discurso sobre soberania das Malvinas (Créditos: Reprodução/Flickr)

O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou que vai aplicar sanções a empresas de petróleo que realizarem perfurações nas Ilhas Malvinas. A medida amplia a pressão argentina sobre a soberania do arquipélago, controlado pelo Reino Unido no Atlântico Sul. Os britânicos rebateram as declarações.

O anúncio foi feito na quinta-feira (3), em um pronunciamento transmitido nacionalmente. A fala ocorre dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que reavalia a postura neutra do país em relação ao território.

Segundo Milei, a possibilidade de companhias petrolíferas explorarem a região representa um risco imediato aos interesses argentinos. A declaração ocorre 44 anos após a derrota da Argentina pelo Reino Unido na guerra pela posse das ilhas, que os argentinos chamam de Malvinas e os britânicos chamam de Ilhas Falkland.

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Aliado de Trump, Milei citou a eventual mudança de postura dos Estados Unidos e afirmou que os “ventos de mudança” favorecem a causa argentina. Ele revelou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei destinado a reforçar a resposta do país a violações de sua soberania.

Posição britânica “inabalável”

O Reino Unido, que administra o território desde 1833, afirmou nesta sexta-feira (4) que sua posição sobre as ilhas permanece “inabalável”.

“As ilhas são britânicas e permanecerão assim, pois essa é a posição esmagadora dos habitantes das ilhas”, disse o chanceler britânico, Ed Miliband, na rede social X.

“O direito deles à autodeterminação é primordial, fundamentado no direito internacional, e nós o defenderemos com determinação”, completou.

O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, disse que as declarações de Milei refletem “a política interna da Argentina”.

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Milei já havia apontado a diplomacia como o melhor caminho para a reivindicação argentina sobre as Malvinas. Mas, diante de novas perfurações de petróleo previstas para os próximos meses e das menções recorrentes de Trump ao tema, o presidente argentino adotou um discurso mais firme.

Trump disse à emissora britânica GB News, na quinta-feira, que não tem certeza se o Reino Unido estaria em condições de lutar novamente pelas ilhas.

“Simplesmente não sei se vocês têm capacidade para fazer isso”, declarou Trump. “A questão das Malvinas é muito interessante porque o seu país não é mais o mesmo de 20 ou 25 anos atrás.”

Uma eventual mudança na posição americana sobre as Malvinas esteve entre as alternativas avaliadas pelo Pentágono no início deste ano. O objetivo seria pressionar aliados da Otan considerados, na visão do governo dos Estados Unidos, pouco solidários às operações militares contra o Irã.

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