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Irã e EUA têm maior onda de ataques marítimos desde o inicio da guerra

Irã atacou navios e disparou mísseis contra base dos EUA na Jordânia após ofensiva americana no Estreito de Ormuz

Porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos navega em alto-mar, com aeronaves de guerra estacionadas no convés e outro navio ao fundo
Porta-aviões dos EUA cruza o Estreito de Ormuz, alvo da pressão de Trump sobre o Irã (Crédito: Elliot Schaudt/AFP)

O Irã afirmou ter atacado dez navios nas proximidades do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (9), após os Estados Unidos afundarem cinco petroleiros iranianos. Trata-se da maior onda de ataques recíprocos contra embarcações registrada por ambos os lados desde o início da guerra entre os dois países, que já dura seis meses.

O Irã disse ainda ter lançado mísseis balísticos contra uma base usada por tropas norte-americanas na Jordânia. Os ataques recentes, iniciados no fim de agosto, encerraram um período de quase um mês sem grandes confrontos, com os dois países atingindo alvos militares, embarcações e instalações do setor de energia.

Os confrontos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, provocaram forte alta nos preços do combustível. O barril do Brent LCOc1, referência internacional, superou os US$100 por barril pela primeira vez desde julho. Nos Estados Unidos, o preço médio do diesel chegou a um novo recorde, acima de US$5,94 por galão, o que tem gerado desconforto político no país.

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Nos últimos dias, os combates entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen também se intensificaram, abrindo uma segunda frente que ameaça o fornecimento global de energia vindo do Oriente Médio.

Ataques recíprocos

As forças dos Estados Unidos disseram ter destruído cinco petroleiros do Irã durante a madrugada e divulgaram imagens dos navios em chamas antes de afundarem.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA descreveu a ação como resposta à Guarda Revolucionária Islâmica, responsável por dois ataques com mísseis balísticos contra um navio de guerra da Marinha norte-americana nos dias anteriores. Segundo os EUA, não houve feridos.

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O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova diretriz que prevê ataques a petroleiros iranianos como retaliação a ofensivas contra seus navios de guerra. Já o Irã afirma ter ampliado a zona de exclusão ao redor do estreito e passou a usar mísseis mais novos e potentes contra embarcações norte-americanas.

Em declaração a jornalistas durante viagem à Colômbia, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que “o Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, cada vez que fizerem isso ou tentarem fazê-lo, perderão petroleiros”.

A Guarda Revolucionária Islâmica informou, na quarta-feira, ter respondido com um ataque de mísseis balísticos contra uma base usada por forças dos Estados Unidos próxima a Al Azraq, no leste da Jordânia. A corporação afirmou também ter disparado contra duas embarcações norte-americanas e oito petroleiros que tentavam cruzar uma área do Estreito de Ormuz declarada zona de proibição pelo Irã.

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A agência marítima britânica UKMTO relatou ter recebido diversos relatos de embarcações mercantes atingidas por disparos incapacitantes tanto no norte do Golfo Pérsico quanto no Golfo de Omã, nos dois lados do estreito. Até o momento, não foi possível confirmar se houve vítimas ou danos ambientais.

Segundo a mesma agência, uma embarcação foi vista inclinada nas proximidades de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos, o que pode indicar entrada de água após ser atingida por um projétil.

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