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11 de setembro: da Guerra ao Terror a alvo de ironia nas redes sociais

Geração mais nova relativiza incidente histórico em aniversário de 25 anos do atentado que matou quase 3 mil pessoas

As torres gêmeas do World Trade Center expelem fumaça após serem atingidas por aviões sequestrados na manhã de 11 de setembro de 2001
O dia 11 de setembro de 2026 marcará o 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001. (HENNY RAY ABRAMS/AFP)

Nesta sexta-feira (11), o atentado terrorista que moldou a política externa dos Estados Unidos nos anos subsequentes completa 25 anos. Em pouco mais de uma hora, quatro aviões sequestrados alteraram a vida de uma nação após terem as rotas de voo drasticamente modificadas pelo grupo terrorista comandado por Osama Bin Laden.

Foram 2.977 mortos no 11 de setembro – também conhecido como “9/11”.

O que aconteceu em 11 de setembro?

Às 8h46 de 11 de setembro, o primeiro avião controlado por jihadistas da Al-Qaeda, sob o comando de Bin Laden, colidiu com a Torre Norte do complexo financeiro.

Menos de 20 minutos depois, às 9h03, o segundo avião colidiu com a Torre Sul. Cerca de 1h30 depois do primeiro ataque. os dois prédios já havia colapsado.

Às 9h37, um terceiro avião foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, na Virgínia.

Existia ainda um quarto avião que havia sido sequestrado pelos extremistas islâmicos e seria arremessado contra Washington. Após passageiros e tripulantes tentarem retomar o controle da aeronave, o avião caiu perto de Shanksville, na Pensilvânia. Nenhum dos tripulantes e passageiros sairam com vida.

No infográfico produzido pelo FBI é possível traçar a linha do tempo do atentado de 11 de setembro (Reprodução/FBI)

11 de setembro ainda é atual?

A busca pelo termo “9/11” nas redes sociais pode entregar ao usuário não apenas imagens e vídeos do evento, mas trazer postagens satíricas que ironizam o ataque terrorista.

“Há uma relativização e uma falta de seriedade para encarar a questão. Esse é um momento em que as novas gerações estão cada dia mais descoladas da realidade e fazendo piada de coisas que não merecem ser piada”, afirma a professora de RI da UNIFESP, Cristina Pecequilo.

Para Pecequilo, a circulação de memes sobre o 11 de setembro alerta para uma relativização de eventos históricos que não deveriam ser tratados com banalidade.

A geração que presenciou o atentado foi marcada por uma ruptura do imaginário que os Estados Unidos tentavam construir durante a Guerra Fria. Na época, a disputa pela hegemonia política com a União Soviética propiciou a criação desse ideal de superpotência intocável.

“O 11 de setembro ainda choca porque foi um ataque no coração do sistema (americano)”, avalia o professor de relações internacionais (RI) da FGV, Vinícius Rodrigues Vieira.

Qual foi o legado do 11/09?

Considerado o ataque mais letal em solo estadunidense desde a 2ª Guerra Mundial, o 11 de setembro foi um marco na política dos Estados Unidos.

Após os ataques, George W. Bush lançou a chamada Guerra ao Terror, que começou no Afeganistão, se expandiu para o Iraque e ajudou a moldar operações e políticas de segurança dos EUA em outras regiões nas décadas seguintes.

“A guerra do contra o terrorismo permite operações militares que já vinham sendo pensadas para reconfigurar o Oriente Médio. Só que essa configuração tem tido o sentido oposto”, pontua Pecequilo.

A guerra no Afeganistão foi deflagrada após os atentados para derrubar o regime do Talibã e eliminar a Al-Qaeda. Por 20 anos, tropas dos Estados Unidos mantiveram bases militares ativas na região. Em 2021, o governo Joe Biden concluiu a retirada das tropas americanas, em um processo que foi seguido pela retomada do poder pelo Talibã.

Em 2011, Osama bin Laden foi morto durante a Operação Lança de Netuno, conduzida por forças especiais da Marinha dos Estados Unidos, os Navy SEALs, em Abbottabad, no Paquistão.

Na política interna dos Estados Unidos, Vieira destaca as mudanças em relação a política migratória, onde a alfândega passou a fazer parte do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

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