Combatentes houthis, apoiados pelo Irã, entraram em confronto nesta quarta-feira (16) com forças do governo do Iêmen, em meio à escalada das tensões com a Arábia Saudita.
As tropas governistas atuam na região noroeste de Al-Jawf, onde tentam recuperar posições estratégicas após avanços recentes dos houthis. O grupo também divulgou imagens que, segundo ele, mostram a queda de um caça saudita.
A Arábia Saudita é inimiga histórica dos houthis e principal apoiadora do governo iemenita reconhecido internacionalmente. Os confrontos entre os houthis e as forças leais ao governo, apoiadas por Riade, se intensificaram nos últimos dias e deslocaram mais de 100 mil pessoas, segundo dados da ONU.
Ataque contra Meca eleva tensão
A Arábia Saudita também acusou os houthis de lançarem um ataque contra Meca, cidade sagrada do Islã. Segundo Riade, o exército saudita abateu um drone que seguia em direção à cidade. Os houthis negaram a acusação e classificaram a versão saudita como uma “mentira”.
A nova escalada ocorre depois que os houthis declararam um bloqueio marítimo contra navios sauditas no Mar Vermelho. Na semana passada, o grupo assumiu o controle dos mais de 700 km da costa iemenita.
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Além disso, os houthis dominaram em um ataque relâmpago áreas estratégicas no Estreito de Bab al-Mandab, rota vital para as exportações de petróleo da Arábia Saudita.
O avanço ocorre em um momento de maior pressão sobre as rotas energéticas globais, já que a guerra mais ampla no Oriente Médio também bloqueia a navegação no Estreito de Ormuz.
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Arábia Saudita amplia ataques aéreos
Segundo informações da AFP, a Arábia Saudita realizou mais de 40 ataques aéreos contra o Iêmen na tentativa de atingir bases dos houthis, grupo fundado por Hussein Badreddin al-Houthi.
Apesar dos bombardeios sauditas, os houthis avançaram rapidamente em uma ofensiva relâmpago, deixando o governo iemenita sob forte pressão. A guerra civil no Iêmen voltou a se intensificar em julho, após permanecer praticamente adormecida desde 2022.
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Oleoduto saudita é fechado
No sábado (12), a Arábia Saudita fechou o oleoduto Leste-Oeste depois que um ataque com drones atingiu uma via de escoamento de petróleo. O sistema de oleodutos, com mais de 1.200 quilômetros, conecta o Mar Vermelho ao Golfo Pérsico.
Segundo autoridades sauditas, o ataque teria partido da Resistência Islâmica do Iraque, milícia apoiada pelo Irã. Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, ele passou a servir como uma das principais rotas de saída do petróleo saudita, diante do bloqueio no Estreito de Ormuz.
A estrutura transporta entre 4 milhões e 5 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de 4% a 5% do abastecimento global. A rota vinha ajudando a Arábia Saudita a reduzir o impacto da interrupção que atingiu outros exportadores de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
Com informações de Reuters e AFP
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