As empresas Blue Moon Metals, Elmet Group e a australiana EQ Resources fecharam um acordo para recuperar o complexo de tungstênio Springer, em Nevada, nos Estados Unidos. O projeto prevê investimentos entre US$ 150 milhões e US$ 175 milhões, com a retomada da mina e da unidade de beneficiamento no fim de 2027.
O plano também inclui uma nova fábrica de APT, principal matéria-prima industrial da cadeia produtiva do mineral. A unidade deverá começar a operar no segundo semestre de 2028.
A retomada da produção de tungstênio nos EUA faz parte de um esforço do país para reconstruir sua cadeia de fornecimento do mineral. Os Estados Unidos não extraem tungstênio comercialmente desde 2015, enquanto a China respondeu por aproximadamente 79% da produção mundial em 2025.
O tungstênio é usado em produtos que precisam de alta resistência e capacidade de suportar temperaturas extremas, contando com aplicações na indústria, no setor aeroespacial e em equipamentos militares.
China ampliou controles sobre exportações em 2025
A preocupação dos Estados Unidos cresceu depois que a China estabeleceu, em fevereiro de 2025, controles sobre a exportação de diferentes produtos de tungstênio, entre eles o APT.
As regras não proibiram todas as vendas ao exterior, mas passaram a exigir autorizações de Pequim para a exportação de determinados produtos.
A disputa envolvendo o fornecimento de tungstênio já é antiga. Desde 2012, Estados Unidos, União Europeia e Japão já haviam levado à Organização Mundial do Comércio restrições chinesas relacionadas ao tungstênio e a outros minerais.
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