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UE propõe vetar redes sociais para menores de 13 anos

Plano prevê acesso restrito e supervisionado dos 13 aos 15 anos e exige medidas específicas de segurança para adolescentes de até 18 anos

Duas crianças em um sofá mexendo no celular
União Europeia planeja proibir redes sociais para crianças com menos de 13 anos (Créditos: Reprodução/Magnific)

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira (16) um plano para proibir o acesso às redes sociais por crianças menores de 13 anos. Pela proposta anunciada por Ursula von der Leyen, adolescentes de 13 a 15 anos só poderão usar as plataformas com restrições e supervisão dos pais.

A iniciativa surge em meio a uma reação global contra as redes sociais. Estudos, evidências e depoimentos sobre os impactos negativos dessas plataformas na saúde física e mental das crianças têm aumentado a pressão sobre líderes políticos e legisladores de diferentes países.

“Chegou a hora de a Europa agir”, disse Von der Leyen durante seu discurso anual ao Parlamento Europeu. “Nós somos quem decide as nossas regras, não as grandes empresas de tecnologia”, alertou.

No ano passado, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir redes sociais para menores de 16 anos, decisão que impulsionou medidas semelhantes em outras partes do mundo. Von der Leyen afirmou, porém, que a União Europeia, formada por 27 países, seguirá uma abordagem mais “gradual”.

“Nada de redes sociais antes dos 13 anos” e “nada de contas pessoais antes dos 15 anos”, declarou a presidente da Comissão Europeia em discurso ao Parlamento.

“Isso significa que crianças entre 13 e 15 anos só terão acesso a mini contas, criadas e monitoradas pelos pais, com funções restritas e tempo de uso limitado”, acrescentou. “E para jovens entre 15 e 18 anos, as plataformas serão obrigadas a adotar um design seguro”.

Simeon de Brouwer, do grupo de direitos digitais EDRi, criticou a divisão por faixas etárias. “Se o design é prejudicial aos 13 anos, ele não se torna magicamente seguro aos 15 ou 18 anos”.

Antes de anunciar o plano da União Europeia, Von der Leyen prestou homenagem a Olea, uma menina belga de 14 anos que cometeu suicídio há um mês após sofrer bullying. A presidente da Comissão Europeia citou uma declaração da mãe da adolescente: “Estou convencida de que, sem essas redes onipresentes, minha filha ainda estaria aqui.”

Embora Von der Leyen não tenha citado jogos online nem chatbots de inteligência artificial durante o anúncio, documentos indicam que o projeto de lei também será aplicado a assistentes de IA, chatbots e jogos online, além das redes sociais.

Henna Virkkunen, responsável pela Tecnologia na Comissão, apresentará formalmente a proposta chamada “KIDS Act” na quinta-feira. O texto estabelece limites de idade escalonados e ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos 27 Estados-membros da União Europeia.

Organizações de defesa dos direitos das crianças e grupos de pais receberam de forma favorável as medidas destinadas a tornar as plataformas digitais mais seguras.

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