A Justiça de Israel adiou por um mês o prazo final da licitação de um grande projeto de colonização na Cisjordânia ocupada, para evitar que o processo interfira nas eleições legislativas do fim de outubro. A decisão foi anunciada neste domingo (27).
Segundo comunicado do gabinete da procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, a medida busca “fazer com que este prazo caia depois do dia das eleições, a fim de reduzir o risco de que a licitação seja utilizada para fins de propaganda eleitoral, o que é proibido”.
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A licitação foi aberta em julho pelo Ministério da Habitação israelense e prevê mais de 1.200 unidades habitacionais no chamado projeto E1, vizinho ao assentamento de Maale Adumim, nas proximidades de Jerusalém.
Aprovado por Israel no ano passado, depois de ficar engavetado por décadas, o plano aprofundaria a separação entre Jerusalém Oriental e o restante da Cisjordânia, o que reduziria as chances de criação de um Estado palestino. A parte oriental da cidade foi ocupada e depois anexada pelos israelenses.
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Israel mantém esse território ocupado desde 1967. A expansão dos assentamentos ganhou força nos últimos anos sob Benjamin Netanyahu, que comanda um dos governos mais conservadores já vistos no país.
A disputa legislativa de 27 de outubro deve ser apertada para o primeiro-ministro. Integrantes de seu gabinete têm defendido com frequência a anexação da Cisjordânia.
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