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Chile tem 110 detidos em atos pelo aniversário da revolta social de 2019

Ministro da Segurança chamou de “delinquência pura e simples” os primeiros protestos sob o governo de extrema direita

Pessoa de cabelos longos e mochila nas costas, molhada, segura uma bandeira do Chile e ergue a mão em direção a um blindado da polícia, com policiais de choque ao fundo em uma rua alagada
Manifestante segura bandeira do Chile diante de veículos da polícia em Santiago (Crédito: Lucas Aguayo Araos/Anadolu via AFP)

O governo do Chile informou nesta segunda-feira (19) que 110 pessoas foram detidas no domingo (18) em manifestações pelos sete anos da revolta social de 2019. O movimento provocou meses de instabilidade no país e abriu caminho para uma tentativa malsucedida de aprovar uma nova Constituição.

Segundo o ministro da Segurança, Martín Arrau, o total corresponde a quase metade do registrado no ano anterior. Os protestos também deixaram 14 policiais e quatro civis feridos.

Os atos, os primeiros sob o governo do presidente de extrema direita José Antonio Kast, ocorreram principalmente no centro de Santiago, onde a polícia dispersou os manifestantes com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo. Também houve confrontos em outras regiões do país, segundo a imprensa local.

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“Isso é delinquência pura e simples, é anarquismo, é gerar desordem e instabilidade“, afirmou Arrau.

Kast é crítico da revolta social, movimento ao qual se refere como “revolta criminosa”.

Milhões de chilenos foram às ruas em 2019 para exigir melhorias na saúde, na educação e nas aposentadorias.

A violência se intensificou e resultou na depredação de várias estações de trem, saques a estabelecimentos comerciais e confrontos entre manifestantes e policiais, nos quais morreram 30 civis.

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As mobilizações impulsionaram um processo político para elaborar uma nova Constituição, que fracassou após duas propostas serem rejeitadas em plebiscitos.

Segundo um relatório do Ministério Público, entre 18 de outubro de 2019 e 31 de março de 2020, foram registrados mais de 35 mil crimes. Desse total, 34% foram cometidos por agentes do Estado.

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