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Boulos critica ausência de Bolsonaro na posse de Trump com referência a Bad Bunny

- Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto estão com passaportes apreendidos desde fevereiro. - O indiciamento ocorreu em novembro, relacionado a uma tentativa de golpe de Estado. - Guilherme Boulos ironizou a ausência de Bolsonaro na posse de Donald Trump. - Bolsonaro será representado por sua família e aliados na cerimônia em Washington. - A ex-primeira dama fez videochamada com Bolsonaro durante jantar para convidados.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) fez uma ironia sobre a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do general Walter Braga Netto na posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira. Ele utilizou uma referência à capa do álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, do cantor Bad Bunny, afirmando: “Parece que eles não […]

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) fez uma ironia sobre a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do general Walter Braga Netto na posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira. Ele utilizou uma referência à capa do álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, do cantor Bad Bunny, afirmando: “Parece que eles não puderam ir…”. Ambos estão com os passaportes apreendidos desde fevereiro, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em decorrência de uma investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro e Braga Netto foram indiciados em novembro, mas negam as acusações. O ex-presidente declarou ter recebido um convite por e-mail para a posse, mas, impedido de viajar, será representado por sua esposa Michelle e seu filho Eduardo, além de até 30 parlamentares brasileiros aliados. No domingo, Michelle participou de uma videochamada com Bolsonaro durante um jantar em Washington, que foi registrado em vídeo por Eduardo.

O álbum mais recente de Bad Bunny, intitulado “território não incorporado”, aborda questões políticas e sociais de Porto Rico, que, após deixar de ser colônia espanhola em 1898, ainda enfrenta desafios significativos, como a devastação causada pelo furacão Maria em 2017. A pesquisadora Sheilla Madera, da Florida International University, descreve o disco como um presente para um “Porto Rico ferido”, refletindo a luta e a resistência do povo porto-riquenho.

O álbum também destaca a penúria enfrentada por Porto Rico, com apagões frequentes, tema abordado na música “El apágon”. Madera, organizadora do livro “The Bad Bunny enigma: culture, resistance and uncertainty”, ressalta a importância do trabalho de Bad Bunny como um manifesto político e uma declaração de amor ao seu país.

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