Com as recentes chuvas em Brasília, a bacia de detenção do Drenar DF já está em operação, desempenhando um papel crucial na preservação da qualidade da água do Lago Paranoá. Essa estrutura foi ativada após a ligação de parte da nova infraestrutura de drenagem à rede antiga, realizada na semana passada, através da perfuração de […]
Com as recentes chuvas em Brasília, a bacia de detenção do Drenar DF já está em operação, desempenhando um papel crucial na preservação da qualidade da água do Lago Paranoá. Essa estrutura foi ativada após a ligação de parte da nova infraestrutura de drenagem à rede antiga, realizada na semana passada, através da perfuração de dois dispositivos de derivação de 1,5 metros. Essa conexão permite que a água da chuva seja direcionada para o novo sistema, reduzindo a sobrecarga na rede antiga.
O reservatório do Drenar DF tem a função de reter resíduos sólidos por meio do processo de decantação, que separa materiais de diferentes densidades. Isso não apenas minimiza os impactos de inundações, mas também melhora a qualidade da água antes de ser lançada no lago. O presidente da Terracap, Izidio Santos, enfatiza que a bacia atua como um filtro, evitando que a sujeira da água da chuva chegue diretamente ao Lago Paranoá.
Após a chegada na bacia, a água da chuva e os resíduos ficam armazenados temporariamente, permitindo que os sólidos se depositem no fundo. A água, então, é conduzida por túneis de 2,6 metros de diâmetro até o lago. A Novacap será responsável pela manutenção do reservatório, realizando a limpeza sempre que a bacia estiver vazia. Em 2023, foram investidos aproximadamente R$ 26 milhões na conservação de bacias de drenagem no Distrito Federal.
Um aspecto notável do funcionamento inicial da bacia foi a coloração marrom da água retida, resultado do revestimento de terra. O GDF está considerando, em parceria com o Iphan, a possibilidade de revestir a bacia com placas de grama para melhorar sua estética. O Drenar DF, com um investimento total de R$ 180 milhões, é o maior programa de captação e escoamento de águas pluviais do GDF, visando duplicar a capacidade de escoamento da Asa Norte sem alterar a rede existente.
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